La Moira Enchantée au Portugal

Mémoires d’un récit mythique




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Sinopse:

Conta-se que, noutros tempos, quando os Mouros, perseguidos pelos Cristãos, se viram obrigados a regressar ao seu longínquo reino, deixaram em terras portuguesas lindas Moiras Encantadas a guardar os seus tesoiros na esperança de, um dia, alguém as desencantar. Conta-se que, nos rochedos e nos dólmenes, nas grutas e nas fontes, nos poços e nos ribeiros e até mesmo em certas ruínas de monumentos e aldeias abandonadas, pelas manhãs de S. João, a Moira aparece a estender os seus tesoiros ao sol, a pentear os seus cabelos de oiro, com pentes de oiro ou a tecer meadas de oiro em teares de oiro. Conta-se que aí estão encantadas e que herdaram segredos e magias de antigas divindades tutelares e de deusas zeladoras da fertilidade dos campos e da fecundidade dos humanos e dos animais. Conta-se que o seu corpo de serpente associado às tentativas que se lhe conhecem de união com humanos a troco de tesouros e de segredos, tem levado muita gente a suspeitar do seu parentesco com Melusina, a fada medieval que casou com o Senhor de Lusignan, na região francesa do Poitou. A ser assim, a Moira Encantada teria também laços familiares com a Dama do Pé de Cabra que deu origem à linhagem dos Senhores da Biscaia e com a Dama Marinha, antepassado dos Marinhos.

Índice:

TABLE DES MATIÈRES

Remerciements
Préface
Introduction

Première Partie – Les Maures: un ancêtre mythique
1. De l’Histoire au mythe
1.1. Le Nord et le Sud ibériques
1.2. Les Maures
1.3. Maures et païens
1.4. Le contrôle du chaos
1.5. Les constructeurs du passé

2. Du mythe à l’Histoire
2.1. Antas et fosses
2.2. Rochers et cavités
2.3. Animaux, idoles et divinités tutélaires

3. Trésors cachés
3.1. Savoir, voir et entendre
3.2. Destinataires du trésor
3.2.1. Des figues
3.2.2. Une chaîne d’or
3.2.3. L’or et la peste
3.3. Subir une épreuve
3.4. Echanger des dons
3.5. Résoudre une énigme
3.6. Devenir femme

4. Mythe, légende et conte
4.1. Récit mythique et légende
4.2. L’offrande de pain
4.3. Avalement et régurgitation
4.3.1. Le puits de Vaz Varela
4.4. Le combat
4.5. La peur du féminin
4.6. Le rapport au masculin

Deuxième Partie – La Moira enchantée: le féminin et la fertilité
1. Mémoire identitaire
1.1. Les grottes et les tombeaux de Moiras
1.1.1. Le conteur et les circonstances du récit
1.2. Des lits de Moiras
1.2.1. Les yeux et les ciseaux de la Moira
1.2.2. Le caillou de la Moira
1.2.3. “Courir le coq”, un rituel de fécondité
1.2.4. Le silence et la mémoire
1.2.5. D’autres voix identitaires

2. Maîtrise de l’espace
2.1. Le royaume du merveilleux
2.2. La mémoire de l’espace
2.3. La présence de la Moira enchantée
2.4. Toponymie et unité de l’espace
2.5. Un pays de fileuses et de tisserandes
2.5.1. Filer la soie
2.5.2. Filer le lin
2.6. La communication entre les dieux et les hommes
2.7. Une divinité protectrice des lieux

3. Maîtrise du temps
3.1. Le temps primordial
3.2. Le temps cyclique et circulaire
3.3. Le matin de la Saint¬ Jean
3.4. La nuit de la Saint¬ Jean
3.5. Mémoire et rituel
3.6. La nuit: un temps intérieur

4. Enchantements et trésors
4.1. Le vol des saintes huiles
4.2. L’enchantement
4.3. L’arbre sacré
4.4. Le désenchantement
4.5. Un petit maure coiffé d’un bonnet rouge
4.6. Une divinité solaire
4.7. Un palais souterrain

5. Maîtrise de soi¬ même
5.1. “Un autre soi¬ même”
5.2. Une divinité païenne
5.3. Le ravitaillement et la propreté
5.4. L’art de tisser
5.5. L’échange de dons
5.6. Un serpent ailé
5.7. Coiffer ses cheveux d’or

Troisième Partie – Une divinité indo¬ européenne
1. Le même dans la mémoire de l’autre
1.1. Trésors cachés au Maroc
1.2. Moiras, moras et xanas
1.3. Lamin, mari et sugaar au Pays Basque
1.4. Incantadas, hadas et fées en France
1.5. Néraïdès en Grèce
1.6. Le kaukas et l’aitvaras en Lithuanie
1.7. Divinités de fertilité nordiques
2. D’autres textures de l’oral
2.1. Un procès-verbal
2.2. Un romance de Moira enchantée
2.3. Une Moira sur scène

3. La Moira, une mélusine de la culture orale
3.1. L’union avec un être surnaturel
3.2. Un corps mi¬ humain mi¬ animal
3.3. La rencontre
3.4. Le don et l’offrande
3.5. Le contrôle de la peur
3.6. Le respect d’un interdit
3.7. Les mots qu’il faut savoir dire
3.8. Une force surhumaine
3.9. Une divinité indo¬ européenne

4. Récits mélusiniens dans Livro das Linhagens do conde Dom Pedro
4.1. L’indépendance de la Biscaye
4.2. La Dame au pied de chèvre
4.2.1. La transgression de l’interdit
4.2.2. Le cheval Pardallo
4.3. La Dame marine

Conclusion

Bibliographie

Annexes


TABLE D’ILLUSTRATIONS

Carte n.º 1 – Les régions du Portugal
Carte n.º 2 – Division administrative du Portugal: distritos et concelhos d’après Suzanne Daveau. 1995
Carte n.º 3 – Reliefs et fleuves du Portugal d’après Orlando Ribeiro. 1987
Carte n.º 4 – Frontière culturelle entre le Nord et le Sud de la Péninsule Ibérique d’après Cláudio Torres. 1992
Le rocher du corbeau – photo de Adelaide Cristóvão



A AUTORA:
Adelaide Cristóvão, licenciada em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, concluiu o mestrado na Universidade Nova de Lisboa e doutorou-se na Universidade de Paris X – Nanterre, em França, com uma tese no domínio da Literatura Oral comparada. É investigadora do CRILUS (Centro de Investigação Interdisciplinar sobre o Mundo Lusófono - Universidade de Paris X – Nanterre) e autora de artigos sobre narrativas de moiras encantadas e outras melusinas: A dama do pé de cabra, uma melusina no Livro das Linhagens do Conde D. Pedro (rev. Quadrant, Montpellier 2009), Mouras encantadas em Trás-os-Montes (rev. Tierra de Miranda 2008), entre outros.
É Leitora do Instituto Camões em Paris onde lecciona e coordena os cursos de Português do Centro Cultural – IC. Tem trabalhos publicados na área do ensino do português língua estrangeira.

Detalhes:

Ano: 2010
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 318
Formato: 23x16
ISBN: 978-972-772-933-3
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