Pampilhosa da Serra

Poder Local e Ruralidade no Estado Novo (1934-1974)




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Sinopse:

Durante o Estado Novo, a propaganda oficial louvava os municípios, no entanto, a actuação do regime coarctava a capacidade do poder local. A tradição de arbitrariedades que as elites locais praticaram em diversos períodos históricos ganhou novo impulso com o carácter autoritário do Estado Corporativo. Os pequenos municípios rurais, instrumento do aparelho repressivo salazarista, aliados ao poder religioso, tiveram papel relevante na promoção da obediência como um dever e condição para se viver em paz. O presente trabalho pretende ser uma contribuição para um melhor conhecimento da actividade do município de Pampilhosa da Serra durante o salazarismo e de que modo, num meio envolvente rude e pobre, isso contribuiu para a consolidação do regime. Além disso, procura dar a conhecer como o município pampilhosense exercia a função de administrar a pobreza no seu território e a vigilância e controle das populações no concelho. Neste estudo serão focados, ainda, os comportamentos das elites e estratos opositores ao poder instituído, nomeadamente o da maçonaria.

Índice:

Prefácio
Dedicatória
Agradecimentos
Resumo
Abstract

Introdução
As Razões de uma Escolha
Metodologia

I Capítulo – Contextualização Teórica
1.1 – Enquadramento Político-administrativo no Estado Novo
1.2 – O Conceito de Poder Local
1.3 – Concelhos Rurais
1.3.1 – Ruralidade como Situação
1.3.2 – Concelho, Tradição e Cidadania
1.3.3 – Município ao Serviço do Estado
1.3.4 – Elite Local e Poder
1.3.5 – Oposição e Alternância

II Capítulo – As Realidades Históricas do Município de Pampilhosa da Serra
2.1 – A Origem do Nome da Pampilhosa da Serra
2.2 – Uma Terra de Lonjura
2.3 – Um Sítio Adequado para Edificar a “Vila”
2.4 – Aparelho Político¬ administrativo na Pampilhosa no Antigo Regime
2.5 – O Quotidiano das Populações
III Capítulo – Poder Autárquico e Actividade do Município Pampilhosense (1934-1974)
3.1 – Poder e Oposição: Papel da Maçonaria
3.2 – Administrar a Pobreza
3.3 – Vigilância e Repressão
3.4 – Relação entre o Poder Civil e Religioso
3.5 – Fluxos Migratórios: o Êxodo Rural
3.5.1 – A Partida dos Humildes
3.5.2 – A Debandada das Elites
3.5.3 – O Recuo Demográfico
3.6 – Projectos Estruturantes
3.7 – As Novas Realidades dos Pampilhosenses

Conclusão

Ilustrações

Posfácio

ANEXOS
Anexo I – Inquérito sobre o Foral Manuelino – 1824
Anexo II – Memorial do concelho de Pampilhosa da Serra – 1935
Anexo III – Discurso do Deputado Nunes Barata na Assembleia Nacional – 1964
Anexo IV – Código de Posturas Municipais – 1957
Anexo V – Hino da festa da Coroação – 1949
Anexo VI – Fundação da Casa do concelho de Pampilhosa da Serra – 1941
Anexo VII – Nomeação do Exm.º Sr. Dr. António de Oliveira Salazar Cidadão Honorário deste concelho – 1934
Anexo VIII – Celebração da restituição de Sua Magestade ao livre exercício dos seus direitos – 1823
Anexo IX – Relação dos habitantes do concelho de Pampilhosa que ajudaram o exército miguelista – 1833

Referências bibliográficas

Índice Onomástico



O AUTOR:
Júlio Cortez Fernandes, nasceu na Vila da Pampilhosa da Serra, em Dezembro de 1946, Mestre em Ciência Politica, Cidadania e Governação pela Universidade Lusófona de Ciência e Tecnologia ULHT.
Gestor e Administrador de Empresas da área do Ambiente e Energia, está aposentado desde 2007.
Autarca de Assembleia de Freguesia, Vereador, Presidente de Câmara (interino) C. M. de Sintra, Deputado Municipal e Assembleia Metropolitana, cidadão honorário do Concelho de Sintra. Especialista em Desenvolvimento Regional, participou de 1992 a 2001, numa rede comunitária dedicada a esse tema, colabora na imprensa Regional. Adquiriu competências no estudo da toponímia e microtoponímia aplicadas ao conhecimento da história local, sobre esta temática mantém um blog.
É investigador há décadas da História, Economia e Sociedade dos Municípios da Cordilheira Central de Portugal.

Detalhes:

Ano: 2011
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 152
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-074-2
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