Relações de Curto e Longo Prazo e Teoria da Cointegração

Uma Aplicação à Função Procura de Moeda em Portugal




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Colaboração com a entidade: Instituto Politécnico de Lisboa

Sinopse:

Este trabalho expõe alguns desenvolvimentos teóricos relevantes no âmbito da Econometria, concretamente a análise de séries temporais integradas na linha de investigação da teoria da cointegração. É apresentada uma aplicação empírica que visou analisar a eventual existência de uma função procura de moeda em Portugal no período de 1979/4 a 1998/4, tendo como alicerce o conceito de cointegração que, a seu tempo, veio revolucionar a ciência econométrica. Foram estudadas as propriedades estocásticas das séries envolvidas, a ordem de integração e, com base no teste de cointegração de Johansen, foi encontrada uma potencial relação de equilíbrio interpretável como uma função procura de moeda de longo prazo. Procedeu-se à estimação de um modelo mecanismo corrector do erro (MCE) para a moeda real e foram aplicadas técnicas de especificação dinâmica por forma a analisar a estabilidade e previsibilidade da procura de moeda em Portugal, concretamente as funções impulso-resposta generalizadas e persistência do perfil. Dispõe, ainda, de um anexo metodológico no qual são apresentados os principais conceitos e metodologias inerentes à temática em questão. Desta forma poderá ser uma ferramenta útil para quem pretenda familiarizar-se com os modelos de série temporais no contexto da abordagem da cointegração.

Índice:

AGRADECIMENTOS
ABREVIATURAS
PREFÁCIO


PARTE I
RELAÇÕES DE CURTO E LONGO PRAZO E TEORIA
DA COINTEGRAÇÃO: UMA APLICAÇÃO À FUNÇÃO
PROCURA DA MOEDA EM PORTUGAL

CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 2. ABORDAGEM ECONÓMICA SOBRE A FUNÇÃO PROCURA DE MOEDA
I. INTRODUÇÃO
II. ABORDAGEM TEÓRICA
II.1. A função procura de moeda: fundamentos teóricos
II.2. Formulações teóricas da função procura de moeda
II.2.1 Formulação clássica da FPM
II.2.2 A teoria quantitativa da moeda
II.2.3 A teoria dos novos-clássicos
II.2.4 A teoria keynesiana
II.2.5 As teorias da procura de moeda pós-keynesiana
II.3. Conclusão
III. ABORDAGEM EMPÍRICA
III.1. Teorias da procura de moeda e estimação empírica
III.1.1 Discussão sobre a escolha das variáveis
III.2. Especificação das formas funcionais da função procura de moeda
III.2.1 Modelos de ajustamento parcial
III.2.2 Modelos de Buffer-Stock
III.2.3 Modelos MCE
III.3. Conclusão
CAPÍTULO 3. A FORMULAÇÃO E EXECUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA EM PORTUGAL, NAS DÉCADAS DE 80 E 90
I. INTRODUÇÃO
II. A POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL – NO PERÍODO ANTERIOR À ADESÃO À CE
III. A POLÍTICA MONETÁRIA E CAMBIAL DESDE A ADESÃO À CE – UM QUADRO DE MUTAÇÃO ESTRUTURAL
III.1. O processo de desinflação
III.2. A modernização da política monetária
III.2.1 Eliminação dos limites de crédito
III.2.2 Abolição dos controlos sobre os movimentos de capitais
III.2.3 O controlo da massa monetária
III.2.4 De elevados níveis de reservas para níveis muito mais baixos
III.2.5 Independência do Banco de Portugal
III.2.6 Conclusão
III.3. Política cambial: a participação no mecanismo cambial
III.3.1 O desmantelamento do sistema de desvalorização deslizante
III.3.2 A turbulência no quadro do sistema monetário europeu
III.3.3 Conclusão
III.4. Política orçamental
III.5. Considerações relevantes
IV. OS CUSTOS DO PROCESSO DE DESINFLAÇÃO E REFORMAS ESTRUTURAIS
IV.1. Os custos do compromisso de combate à inflação
IV.2. Reformas estruturais
IV.2.1 Reestruturação da economia e a reforma do sector financeiro
V. CONCLUSÃO

CAPÍTULO 4. ESTIMAÇÃO DE UMA POTENCIAL FUNÇÃO PROCURA DE MOEDA: RESULTADOS DA APLICAÇÃO EMPÍRICA
I. ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA E DEFINIÇÃO DE OBJECTIVOS
II. EXEMPLO DE APLICAÇÃO DO MÉTODO DE JOHANSEM
II.1. Introdução
II.2. Informação estatística utilizada e metodologia
III. A RELAÇÃO DE LONGO PRAZO
III.1. Estudo da estacionaridade das séries: testes de raízes unitárias
III.2. Estudo do modelo var irrestrito
III.3. O estudo da relação de longo prazo: testes de cointegração
III.3.1 Inclusão da taxa de inflação na relação de cointegração?
III.4. Estimação livre e restrita dos vectores de cointegração
III.5. Testes de hipóteses sobre a matriz  e exogeneidade
III.5.1 Estudo das restrições com a inclusão da taxa de inflação
III.6. Estudo da persistência do perfil e funções impulso generalizadas da relação de cointegração
III.7. Considerações finais (sobre o equilíbrio de longo prazo)
IV. ANÁLISE DAS RELAÇÕES DINÂMICAS A CURTO PRAZO ENTRE AS VARIÁVEIS
IV.1. Estimação de um mce para a moeda real
IV.2. O estudo das funções-resposta impulsos generalizadas
IV.2.1 Análise das FIR’s com a taxa de inflação
IV.3. Análise da decomposição da variância
V. Conclusões (sobre os resultados empíricos)

CAPÍTULO 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS


PARTE II
ANEXO METODOLÓGICO

CAPÍTULO 1. RAÍZES UNITÁRIAS e ANÁLISE DA ESTACIONARIDADE DAS SÉRIES
I. INTRODUÇÃO
II. VARIÁVEIS ESTACIONÁRIAS versus VARIÁVEIS INTEGRADAS
III. TESTES DE RAÍZES UNITÁRIAS
III.1. Testes que postulam como hipótese nula a existência de uma raiz unitária
III.1.1 Testes de Dickey-Fuller (teste DF)
III.1.2 Testes de Dickey-Fuller aumentados (teste DF)
III.1.3 Testes de Phillips e Perron
III.1.4 Comportamento dos testes ADF e Phillips-Perron em modelos com média móvel: breve referência
III.2. Testes que postulam como hipótese nula a estacionaridade
em tendência
III.2.1 Teste KPSS
III.3. Testes de raízes unitárias perante quebras de estrutura da parte determinística
III.4. O problema da potência dos testes e a quase equivalência observacional
III.4.1 Problemas dos testes de raízes unitárias (potência e determinação dos regressores determinísticos)
III.4.2 O problema da potência dos testes e a quase equivalência observacional
CAPÍTULO 2. COINTEGRAÇÃO e ANÁLISE DAS RELAÇÕES DE LONGO PRAZO
I. GENERALIDADES SOBRE A TEORIA DA COINTEGRAÇÃO
I.1. Introdução
I.1.1 Regressões espúrias
I.1.2 Conceitos e a relação de equilíbrio de longo prazo
I.1.3 Estimação OLS do vector de cointegração
I.2. Cointegração e mecanismo corrector do erro (teorema da representação de Granger)
I.3. Testes de cointegração no contexto uni-equacional
I.3.1 Testes de Engle e Granger (EG) e Engle e Granger aumentado (AEG)
I.3.2 Testes de Phillips e Ouliaris
I.3.3 Testes -MCE
I.3.4 Testes que especificam como hipótese nula a existência de cointegração
I.3.5 O Problema da Potência dos Testes de Cointegração
I.4. Breve referência à estimação do vector cointegrante num contexto uni-equacional
I.4.1 Método dos dois passos de Engle e Granger
I.4.2 Generalizações do método de Engle e Granger
I.4.3 Método num passo
I.4.4 Método de estimação de Phillips-Loretan, Saikkonen e Stock-Watson
II. ANÁLISE DE COINTEGRAÇÃO NUM SISTEMA I(1): A ABORDAGEM DE JOHANSEN
II.1. O método de Johansen
II.1.1 Estimadores da máxima verosimilhança do modelo VAR(k)
II.1.2 Testes sobre o espaço de cointegração
II.1.3 Restrições sobre os termos determinísticos
II.1.4 O problema da identificação
II.1.4.1 Introdução do problema
II.1.4.2 Condição necessária e suficiente para a identificação dos parâmetros de longo prazo
II.1.5 Testes de restrições (lineares) sobre as matrizes  e 
II.1.6 Exogeneidade fraca em modelos de mecanismo corrector do erro
II.1.6.1 Testes de exogeneidade fraca
II.1.7 Cointegração e causalidade de Granger
II.2. Referência a métodos alternativos de análise da cointegração (em sistemas multivariados)

CAPÍTULO 3. RELAÇÕES DINÂMICAS DE CURTO PRAZO
I. INTRODUÇÃO
II. GENERALIZAÇÕES SOBRE ABORDAGENS ALTERNATIVAS À MODELIZAÇÃO MACROECONOMÉTRICA
II.1. Modelo VAR estrutural cointegrante
II.1.1 Comparação face às abordagens alternativas
III. IDENTIFICAÇÃO DOS CHOQUES PERMANENTES e TRANSITÓRIOS
III.1. Análise econométrica
III.1.1 Questões preliminares
III.1.2 Decomposição dos choques permanentes e transitórios (P-T): choques não ortogonalizados
III.1.3 Decomposição dos choques permanentes e transitórios (decomposição p-p e t-t): choques ortogonalizados
III.1.4 Ordem de cointegração e a estimação de  e de 
III.1.5 Algumas considerações finais
IV. AS FUNÇÕES DE RESPOSTA A IMPULSOS ORTOGONALIZADOS E GENERALIZADOS
IV.1. As funções de resposta a impulsos generalizados
IV.1.1 Análise estatística do modelo ARDL estrutural
IV.1.2 A abordagem das funções de resposta a impulsos
IV.1.3 A relação entre as funções impulso-resposta generalizadas e ortogonalizadas
IV.2. As funções resposta-impulsos generalizadas num modelo VAR cointegrado
IV.2.1 Os modelos VAR cointegrantes
IV.2.2 Análise das FIR no contexto dos modelos VAR cointegrantes
IV.2.3 A persistência do impacto de um choque e sua relação com a variância do erro de previsão
IV.3. Dimensão de um sistema VAR
ANEXOS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




A AUTORA:
SANDRA GANCHO CUSTÓDIO, nascida em 1970, é actualmente Professora Adjunta de Estatística II e Análise de Dados no Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL). É licenciada em Economia pela FEUNL, mestre em Matemática Aplicada à Economia e à Gestão pelo ISEG e Doutorada em Economia Aplicada pela Universidad de Extremadura (Espanha). A investigação foi realizada no âmbito da Econometria, área de conhecimento de Séries Temporais. Ao nível da experiência profissional salienta-se o trabalho realizado, no período de 1992 a 1997, como Técnica Superior no Instituto Nacional de Estatística em Lisboa, serviço de Contas Nacionais. Ao nível do Ensino Superior Politécnico lecciona desde 1993 unidades curriculares integradas em Estatística Aplicada, nomeadamente: Estatística I e II, Métodos de Previsão, Estatística Aplicada à Auditoria e Amostragem em Auditoria. Actualmente é membro integrado do Grupo de Investigação de Métodos Mistos Aplicados às Ciências Sociais, do ISCSP.

Detalhes:

Ano: 2011
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 362
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-081-0
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