Castelo de Vide na Idade Média




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Colaboração com a entidade: Câmara Municipal de Castelo de Vide

Sinopse:

Castelo de Vide emergiu num contexto de dupla fronteira, quando ocupava a estrema do avanço cristão, na faixa raiana que limitava a leste o domínio português. A ocupação do território foi promovida por membros de uma pequena nobreza à procura de estatuto e de terras, ligados às Ordens Militares do Templo e do Hospital e, mais tarde, ao séquito de D. Afonso, irmão de D. Dinis. A história medieval do concelho ficou profundamente marcada pela situação geográfica: na economia e numa paisagem de fronteira desenhada por uma coletividade ciclicamente ameaçada pela guerra, que encontrava na pecuária e, por contraditório que pareça, nas transações com Castela as suas principais fontes de riqueza.

Índice:

PRÓLOGO

1. A FORMAÇÃO DO CONCELHO

1.1 De estrema entre cristãos e muçulmanos a fronteira com Leão
1.1.1 O avanço cristão no nordeste alentejano: as ordem do Hospital e do Templo
1.1.2 A promoção a concelho


2. O ESPAÇO

2.1 A paisagem rural
2.1.1 A configuração do território
2.1.2 A peneplanície
2.1.3 Nos contrafortes de S. Mamede

2.2 Paisagem urbana
2.2.1 O espaço amuralhado
2.2.2 A expansão urbana
2.2.3 O tecido urbano


3. OS HOMENS

3.1 A população

3.2 A organização patrimonial do espaço

3.3 Actividades económicas
3.3.1 O aproveitamento dos recursos
3.3.1.1 O ager
3.3.1.2 O saltus
3.3.1.3 A pecuária
3.3.2 O mundo artesanal: uma incógnita
3.3.3 O comércio na fronteira: entre o lícito e o ilícito («coisas defesas» e contrabando)

3.4 A gestão do poder
3.4.1 O senhorio da vila
3.4.1.1 A tenência dos Vide
3.4.2 A tentativa de consolidação e autonomia de um espaço fronteiriço: a doação do senhorio ao infante D. Afonso
3.4.3 O senhorio da vila: a persistente luta pela ligação à coroa durante os séculos XIV e XV
3.4.3.1 A incorporação na Coroa
3.4.3.2 As tentativas de senhorialização do concelho
3.4.3.2.1 As doações à Ordem de Cristo
3.4.3.2.2 De Gonçalo Eanes de Abreu a Vasco Martins de Melo
3.4.4 A organização concelhia
3.4.4.1 O representante da autoridade régia: o alcaide
3.4.4.2 A assembleia dos vizinhos
3.4.4.3 A administração concelhia: juízes, vereadores, procuradores, almotacés
3.4.4.4 Os oficiais régios
3.4.4.5 A organização militar e a manutenção da paz

3.5 A sociedade

3.6 Conflitualidades

4. Conclusão

5. ANEXOS

6. FONTES E BIBLIOGRAFIA

7. ÍNDICES


O AUTOR:

José Augusto da Cunha Freitas de Oliveira nasceu a 29-03-1954, em Távora de Santa Maria, Arcos de Valdevez. Licenciado em História, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1979, obteve o grau de Mestre em História Medieval, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1998, com o trabalho, entretanto publicado, Organização do espaço e gestão de riquezas: Loures nos séculos XIV-XV, Lisboa, Centro de Estudos Históricos, Universidade Nova de Lisboa, 1999. Em 2009, doutorou-se, na mesma instituição, com a tese titulada Na Península de Setúbal, em finais da Idade Média: organização do espaço, aproveitamento dos recursos e exercício do poder. Leciona na Escola Secundária e Artística António Arroio e é membro do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa.

Detalhes:

Ano: 2011
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 194
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-183-1
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