As Organizações Culturais e o Espaço Público

A Experiência da Rede Nacional de Teatros e Cineteatros




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Colaboração com a entidade: Instituto Politécnico de Lisboa

Sinopse:

A presente investigação problematiza a natureza da relação que se estabelece entre as organizações culturais e os seus públicos e verifica se as especificidades das organizações que pertencem à Rede Nacional de Teatros e Cineteatros, lançada em 1999 pelo então Ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho, favorecem a interacção no seio da esfera pública. Atendendo a que o indivíduo só adquire consciência de si quando se situa num contexto estruturado pela comunicação, a prática das organizações culturais tem de ser organizada de forma participativa, o que quer dizer que a relação organização/públicos não pode ser de carácter instrumental, mas dialógica, baseada na partilha de expectativas de comportamento intersubjectivamente válidas. Analisando as propostas realizadas por cada uma das organizações, nos três primeiros anos de actividade, foi possível determinar que, dependendo do tipo de envolvimento promovido pela organização, a experiência estética pode ser absorvida pela vida quotidiana. Quando a organização estabelece vínculos duradouros e exigentes, através do acesso, construção e debate do saber, consegue contribuir para a edificação da identidade social e propicia a reflexão sobre as situações do Mundo da Vida.

Índice:

Introdução

I Parte: Espaço Público e Acção Comunicacional
Capítulo I. Para uma Teoria da Acção
1. O interaccionismo simbólico de George Herbert Mead
2. A sociofenomenologia de Peter Berger e Thomas Luckmann
3. A Nova Teoria Crítica da sociedade proposta por Jürgen Habermas
3.1. A emergência e consolidação do espaço público moderno
3.2. A acção comunicacional e a proposta de uma pragmática formal
3.3. A situação de fala ‘idealizada’

Capítulo II. A Esfera Pública Cultural
1. A esfera pública literária como precursora da esfera pública cultural
1.2. O papel da família
2. A ‘mudança estrutural’ da esfera pública
3. A perspectiva da Teoria Crítica sobre a esfera pública cultural do século XX
4. A viragem teórica

Capítulo III. A Teoria dos Campos Sociais e o Campo Cultural
1. A modernidade e os campos sociais
2. O modelo de racionalidade dos campos sociais
3. Os desenvolvimentos da sociologia da cultura e o lugar dos públicos

II Parte: Rede Nacional de Teatros e Cineteatros
Capítulo IV. Génese e Consolidação da Esfera Pública Cultural
1. A Europa e o advento da esfera pública cultural
2. O ‘estado da arte’ em Portugal
Capítulo V. A Cultura no Coração da Acção
1. As políticas culturais públicas
2. A cultura e o desenvolvimento económico local
3. Os públicos da cultura

Capítulo VI. As Organizações Culturais
1. O conceito de rede cultural
2. As organizações da Rede Nacional de Teatros e Cineteatros
3. A Rede equipamento a equipamento
3.1. Teatro Aveirense
3.2. Pax Julia, Teatro Municipal de Beja
3.3. Theatro Circo em Braga
3. 4. Teatro Municipal de Bragança
3.5. Cineteatro Avenida em Castelo Branco
3.6. Teatro Municipal de Faro
3.7. Teatro Municipal da Guarda
3.8. Teatro José Lúcio da Silva em Leiria
3.9. Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre
3.10. Teatro Sá da Bandeira em Santarém
3.11. Teatro Municipal Sá de Miranda em Viana do Castelo
3.12. Teatro Municipal de Vila Real

Capítulo VII. Tríade: Organizações – Políticas Culturais – Públicos
1. Objectivos das organizações
2. Tipo de evento
3. Tipo de repertório
4. Situação de produção dos eventos
5. Verbas e origem do financiamento
6. Relação com os públicos/espectadores

Conclusão

Referências Bibliográficas

Anexos


A AUTORA:

Maria João Centeno, Portalegre, 1971. É Licenciada em Comunicação Social pela Universidade da Beira Interior (UBI – 1994);
É Mestre (FCSH/UNL – 1999) e Doutorada em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH/UNL – 2011). É professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa (ESCS – IPL), onde lecciona as disciplinas, no âmbito do 1.º ciclo, de Modelos e Teorias da Comunicação e a disciplina de Comunicação e Práticas Culturais no 2.º ciclo.

Detalhes:

Ano: 2012
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 460
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-208-1
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