Judiarias, Judeus e Judaísmo




Recomendar livro a um amigo
Coordenação: Carlos Guardado da Silva
Colecção: Turres Veteras

20,00 €
detalhes do preço

Stock: esgotado


Sinopse:

Em crescimento desde finais do século IX, a cidade de Lisboa conheceu um novo poder, sob o signo da cristandade, a 25 de Outubro de 1147, após a sua conquista por Afonso Henriques, e a rendição do poder islâmico, quatro dias antes. Lisboa era uma cidade cercada por uma muralha erguida em inícios do século IV, reedificada entre finais do século X e inícios do séc. XI, na sequência da investida de Ordoño III, rei de Leão, em 953, referida no Chronicon de Sampiro. E era também, aquando da sua conquista, a maior cidade do Gharb al-Andalus, densamente povoada, que somava aos 15 hectares de espaço intra-muros dois arrabaldes junto das muralhas – em Alfama e a Ocidente –, estendendo-se a área urbana por cerca de 30 hectares, com uma população que atingiria o número de 20 a 25 mil habitantes. Precisamente no arrabalde a ocidente da cidade encontrava-se, desde pelo menos o reinado do primeiro monarca, uma judiaria, datando a sua primeira menção de 1175, registada a aljazaria de Judeos num documento do cartório do mosteiro de Chelas. Uma presença na baixa lisboeta, muito provavelmente anterior à conquista cristã da cidade que poderá explicar a ocupação relativamente tardia do espaço mais afastado da muralha da “baixa” de Lisboa em redor da judiaria, apesar da presença da paróquia de Santa Maria Madalena ser anterior a 1164. Todavia, parece testemunhá-lo a fundação, mais tardia, das paróquias de São Julião e São Nicolau, porém já instituídas em 1191, altura em que encontramos completamente estruturada a rede paroquial da cidade medieval. E é também o testemunho da relação que Afonso Henriques, tal como o seu sucessor manteriam com a comunidade judaica, servindo-se da mesma para a conquista e o povoamento do território. Assim se entende a doação determinadas propriedades a Yahia ben Yaisch por Afonso Henriques, como forma de reconhecimento do auxílio prestado ao monarca na luta contra os mouros, nomeadamente na conquista de Santarém, a 15 de Março de 1147, tornando-se aquele senhor de Unhos, Frielas e Aldeia dos Negros. À doação de bens de raíz juntou-se a outorga de privilégios, como parece testemunhar o texto da confirmação do foral de Lisboa, por D. Sancho I. Ao confirmar o foral outorgado por seu pai, o rei ordenava que todos os judeus feridos se queixassem ao alcaide ou alvazis, acrescentando assi como foy costume no tempo de meu padre. Protecção que remontava, pelo menos, a 1179, data a partir da qual parece ser possível atestar a presença do cargo de alvazil na cidade de Lisboa. Carlos Guardado da Silva

Índice:

Horizontes de judaísmo, no olhar português de Isaac Abravanel
José Augusto Ramos

Nos primórdios da presença judaica na Península Ibérica: um estado da questão
Nuno Simões Rodrigues

As sinagogas no mundo romano
Vasco Gil Mantas

A comunidade judaica de Torres Vedras, durante a Idade Média (algumas notas)
Pedro Gomes Barbosa

A Judiaria medieval de Tomar
Manuel Sílvio Alves Conde

A Judiaria de Óbidos na Idade Média
Manuela Santos Silva

Presença Judaica no Sueste Transmontano: A Judiaria de Freixo de Espada à Cinta na Idade Média
António Maria Balcão Vicente

Comunidade Judaica de Belmonte: Esquecimento e Memória
Maria Antonieta Garcia

A segregação espacial de uma minoria na Lisboa Medieval: As judiarias (séc. XII a 1383)
Carlos Guardado da Silva

Lagos e a Judiaria Quatrocentista
José António de Jesus Martins

As Comunidades Judaicas da Beira Interior na Idade Média
Isaura Luísa Cabral Miguel

Os judeus e a Judiaria de Torres Vedras até à expulsão de 1496
Ana Maria S. A. Rodrigues


A presença judia na Estremadura medieval portuguesa
Saul António Gomes

Arqueologia dos judeus peninsulares: os casos do Alentejo e Extremadura espanhola no contexto peninsular
Carmen Balesteros

A presença judaica em Alcácer do Sal
Maria Teresa Lopes Pereira

Cristãos Novos e Movimentações Monetárias: Emprestar, Fiar, Penhorar e Hipotecar
Isabel M. R. Mendes Drumond Braga

1912 2012: o centenário da legalização da Comunidade Israelita de Lisboa
Jorge Martins

Entre a história e a lenda: a memória judaica em Portugal ou o desconhecido Portugal judaico
Maria José Ferro Tavares

Detalhes:

Ano: 2013
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 268
Formato: 28x19
ISBN: 978-989-689-318-7
Comentários de utilizadores

Não existem Comentários


Adicionar Comentário
carrinho de compras
notícias
18/11/2017
ANGOLA – O 4 de Fevereiro de 1961 em Luanda e Outras Memórias, da autoria de César Gomes
LANÇAMENTO: dia 18 de Novembro de 2017 (sábado), às 15h30, Auditório do Hotel Solverde, Granja (Espinho)

11/11/2017
PSICANÁLISE. SUJEITO E OBJECTO NA CURA ANALÍTICA, da autoria de Orlando Fialho
LANÇAMENTO: Dia 11 de Novembro de 2017 (Sábado), às 18h15, Hotel Holiday Inn Continental, Lisboa. Apresentação: Dr.ª Manuela Harthley

01/11/2017
A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA – O Fundo "Administração do Concelho de Torres Vedras", de Suzete Lemos Marques
LANÇAMENTO: dia 1 de novembro (4.ª feira), às 16h00, em Torres Vedras. Apresentação: Prof. Doutor Carlos Guardado da Silva

25/10/2017
DIPLOMACIA PENINSULAR E OPERAÇÕES SECRETAS NA GUERRA COLONIAL, da autoria de María José Tíscar
APRESENTAÇÃO: Dia 25 de Outubro de 2017 (4.ª feira), às 18h30 no Instituto Cervantes, em Lisboa. Apresentação de José Manuel Duarte de Jesus (Embaixador Jubilado)

24/10/2017
A PIDE NO XADREZ AFRICANO – Angola | Zaire | Guiné | Moçambique, da autoria de María José Tíscar
LANÇAMENTO: Dia 24 de Outubro de 2017 (3.ª feira), às 18h00, na Comissão Portuguesa de História Militar, em lisboa

21/10/2017
VINTE MIL LÉGUAS DE PALAVRAS, da autoria de Luís Cunha
LANÇAMENTO: Dia 21 de Outubro de 2017 (sábado), às 16h00, na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém

20/10/2017
ELITES E EDUCAÇÃO. Évora e o Liceu. As Escolas e os Estudantes – Da Monarquia Constitucional ao Estado Novo, de Fernando Luís Gameiro
LANÇAMENTO: Dia 20 de Outubro de 2017 (6.ª feira), às 17h30, na Pousada Convento dos Lóios, em Évora

19/10/2017
JOÃO INOCÊNCIO CAMACHO DE FREITAS, da autoria de João Abel de Freitas
APRESENTAÇÃO: Dia 19 de Outubro de 2017 (5.ª feira), às 18h30, no Restaurante da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa. Apresentação do Comandante Carlos de Almada Contreiras

19/10/2017
NEM TUDO ACONTECE POR ACASO, de Manuel do Nascimento
LANÇAMENTO: dia 19 de Outubro (5.ª feira), às 18h30, no Consulado-Geral de Portugal em Paris, França

29/07/2013
Colibri no Facebook
A nossa página no Facebook www.facebook.com/EdicoesColibri

31/05/2013
CONTACTO
Contacto telefónico 21 931 74 99