Arcebispo e Maçon

O Padre Marcos na reforma liberal do Estado e da Igreja (1820-51)




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Autoria: Francisco Carromeu

Sinopse:

O Estado que se refunda com as revoluções liberais exige a uma geração de portugueses a invenção de um novo contrato social, que junte a Nação, as instituições, a História e o progresso. Ao período que vai de 1820 e 1851, pede-se que se olhe com os olhos desse tempo e não com os do Antigo Regime que já passara ou com os do futuro que se não podia prever. Nele, ergueram-se os alicerces desse Portugal Moderno, difícil, controverso e confuso, muitas vezes gerador de equívocos que se foram repetindo na historiografia que se lhe seguiu. O padre Marcos esteve em todos os momentos decisivos desse período, interveio em todos eles, foi decisivo em alguns e tornou-se uma figura incontornável da sua inteligibilidade. Esteve na reforma do Estado e da Igreja e nunca considerou que fosse incompatível as suas condições de cristão e maçon, tendo chegado a Arcebispo de Lacedemónia e grão-mestre da Maçonaria portuguesa.

Índice:

Introdução
Problemática
O padre Marcos, no tempo e no tema
Metodologia
O estado da arte, as fontes e a bibliografia

1. O padre Marcos e a Igreja em 1820
1.1. A formação do padre Marcos
1.2. A Igreja no tempo de Pio VII
1.3. A Igreja Portuguesa em 1820
1.4. As Ordens Regulares até 1820
1.4.1. As Ordens Regulares em Portugal até meados do século XVIII
1.4.2. As Ordens Regulares no reinado de D. José I
1.4.3. As Ordens Regulares no tempo de D. Maria I
1.4.4. Um Projecto de Extinção de todas as Ordens Regulares, de 1814

2. Da Regeneração de 1820 à Vilafrancada (1820-1823)
2.1. A reforma eclesiástica na Oração de Alhos Vedros
2.2. De Alhos Vedros para Lisboa
2.3. Maçon e membro da Sociedade Patriótica O Gabinete de Minerva
2.4. O Clero e a Igreja portuguesa no vintismo
2.5. A questão religiosa nas Constituintes de 1821-22
2.6. Nossa Senhora da Conceição da Rocha
2.7. O Sermão de 4 de Julho de 1822
2.8. O Sermão de Nossa Senhora da Conceição da Gruta
2.9. A Oração Fúnebre de Manuel Fernandes Tomás
2.10. O padre Marcos dirige O Censor Lusitano
2.11. A legislação da reforma dos regulares
2.12. O padre Marcos e a Comissão que executa a reforma eclesiástica
3. Da Vilafrancada à Proclamação de D. Miguel (1823-1828)
3.1. A Vilafrancada e a suspensão da reforma eclesiástica
3.2. O padre Marcos é desterrado para Mesão Frio
3.3. A Abrilada e o envolvimento político da Igreja Portuguesa
3.4. D. João VI, vítima do radicalismo ultramontano
3.5. A sucessão de D. João VI
3.6. O pontificado de Leão II e Portugal

4. Do exílio inglês aos Açores (1828-1832)
4.1. A usurpação de D. Miguel
4.2. A belfastada
4.3. A caminho da emigração
4.4. O Sermão de Stonehouse que o padre Marcos profere
4.5. D. Miguel e a Santa Sé: Leão XII e Pio VIII
4.6. “A causa dela é a nossa causa”
4.7. Conventos e Mosteiros ao serviço do miguelismo
4.8. A Itália católica de Gregório XVI e a reacção de D. Pedro

5. Dos Açores ao Cerco do Porto (1832-1833)
5.1. Os Açores: o regresso a Portugal e à liberdade
5.2. A importância do Sermão de Angra
5.3. A Comissão de Reforma Eclesiástica ensaia nos Açores
5.4. A missa campal em Angra e o desembarque dos bravos do Mindelo
5.5. A invicta e sempre leal cidade do Porto
5.6. O significado político das medidas tomadas durante o cerco do Porto

6. O padre Marcos no centro das reformas (1833-1836)
6.1. A instalação da Corte em Lisboa
6.2. A Comissão de Reforma Geral Eclesiástica e a expulsão do Núncio
6.3. Cisma?
6.4. A Junta do Exame (…) das Ordens Regulares
6.5. Papam Habemus Marcum
6.6. A Extinção das Ordens Regulares
6.7. Vigário Geral do Patriarcado e Arcebispo de Lacedemónia
6.8. A Oração Fúnebre de D. Pedro IV
7. O padre Marcos no setembrismo (1836-1842)
7.1. A Revolução de Setembro e a belenzada
7.2. Esmoler Mor de D. Maria II

8. O seu primeiro período parlamentar (1842-1847)
8.1. Defender a Carta, a Coroa e esclarecer o passado
8.2. A Maçonaria Irlandesa
8.3. O reatamento das relações com a Santa Sé
8.4. O deputado padre Marcos
8.5 O Padroado do Oriente
8.6. A Reforma dos Seminários
8.7 A Revolta de Torres Novas e a defesa da Corte
8.8. As prisões penitenciárias

9. O seu segundo período parlamentar (1848-1851)
9.1. A amizade com Garrett
9.2. Do cabralismo à regeneração
9.3. Autobiografia em tempo de campanha contra si
9.4. A campanha contra o padre Marcos
9.5. A Reforma das Colegiadas
9.6. Dom Prior da Colegiada de Guimarães
9.7. A morte e o funeral do padre Marcos

10. A liberdade, a nação e o Estado no padre Marcos

11. Bibliografia
11.1. Fontes Impressas (Obras do Padre Marcos)
11.2. Fontes Impressas (outras)
11.3. Fontes Manuscritas
11.4. Índices, Repertórios e Colectâneas
11.5. Publicações Periódicas
11.6. Obras Gerais
11.7. Diários, Memórias, Biografias, Estudos e Ensaios
11.8. Sitegrafia


O AUTOR:
Francisco Carromeu é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e doutorado em Estudos Portugueses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na especialidade de Cultura Portuguesa do Séc. XIX, com a tese que agora se publica. As áreas de investigação a que mais se tem dedicado versam os temas da história das relações entre o Estado com a Igreja no período da fundação do Estado Moderno e da história das sociedades secretas políticas na Europa, sendo autor do Dicionário de Carbonária em Portugal (2013).

Detalhes:

Ano: 2013
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 354
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-321-7
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