O Chão que Pisamos

A Geologia ao Serviço do Estado (1848‐1974)




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Temas: Geologia, História

Sinopse:

A presente obra traça a história das comissões e serviços geológicos encarregados do levantamento geológico do território nacional e consequente produção de cartografia geológica, no período entre 1848 e 1974. Integrada na burocracia do Estado e nos seus mecanismos de representação externa a partir de 1857, a prática geológica no contexto destas instituições passou por diversas fases e vicissitudes decorrentes das mudanças políticas ocorridas neste período, dos recursos humanos e financeiros disponíveis, e dos diferentes significados atribuídos pelo Estado ao reconhecimento geológico do território e à cartografia geológica, bem como à sua relevância em áreas tão diversas como a prospecção de águas, as obras públicas e a exploração de recursos minerais.

Índice:

Introdução

Capítulo 1 – Reconhecimento do território, governação e a criação de serviços geológicos
1.1. A emergência da geologia e a formação de uma cultura geológica
1.2. Os primeiros serviços geológicos no século XIX
1.3. Uma falsa partida: a Comissão Geológica e Mineralógica (1848-1857)

Capítulo 2 – A Comissão Geológica do Reino (1857-1868): uma pedra difícil de assentar
2.1. Estrutura e orgânica da Comissão Geológica do Reino
2.2. Início dos trabalhos e dificuldades encontradas
2.3. O estabelecimento de relações internacionais
2.3.1. A viagem de Carlos Ribeiro pela Europa
2.4. Levantamentos e cartografia geológica
2.5. Fazer e desfazer. Da suspensão da Comissão Geológica a um organismo talhado por medida

Capítulo 3 – De volta ao projecto cartográfico inicial (1869-1886)
3.1. Começar de novo com carências velhas
3.2. Investigação e cartografia geológica
3.3. As relações com a comunidade científica internacional
3.3.1 Espanha: afinidades ideológicas e um chão partilhado
3.3.2. As visitas de Delgado a Espanha: correlacionando dados e negociando interpretações
3.5. A origem do Homem e o Congresso Internacional de Arqueologia e Antropologia Pré-históricas, Lisboa 1880


Capítulo 4 – A subordinação da geologia à burocracia mineira (1886-1908)
4.1. Sombras pairam no ar. Os receios de Nery Delgado
4.2. A reorganização de 1901 e os anos de instabilidade que se seguiram
4.3. Produção científica: geologia, paleontologia e cartografia
4.4. Geologia económica e geologia aplicada. O caso exemplar do túnel do Rossio

Capítulo 5 – África e os compromissos internacionais no plano da cartografia
5.1. Geologia do continente africano
5.2. O Congresso Internacional de Geologia: a sessão de Bolonha, em 1881
5.3. A reunião de Londres do Congresso Internacional de Geologia, em 1888, e a Carta Geológica da Europa
5.3.1. As discrepâncias cartográficas entre Portugal e Espanha
5.4. O fim de uma era

Capítulo 6 – Filhos de um chão menor: os colectores e a tradição do trabalho de campo nos serviços geológicos
6.1. Caracterização dos colectores
6.2. Romão de Matos (1880-1979) ou a formação de um “geólogo prático”. Das flores de estuque às esculturas da Natureza
6.3. No “coração das trevas”: atribulações do trabalho de campo
6.3.1. Emoções, fragilidades do corpo e sobrevivência

Capítulo 7 – A sombra de uma instituição: os Serviços Geológicos entre 1918 e 1949
7.1. Os serviços geológicos durante o século XX
7.2. A Direcção-Geral de Minas e Serviços Geológicos
7.3. O interesse do Estado português pelo sector mineiro e a criação do Serviço de Fomento Mineiro
7.4. Escassez de recursos humanos...
7.5. ... E penúria financeira
7.6. A rotina diária
7.7. O trabalho de campo
7.7.1. Os colectores enquanto herdeiros de uma tradição de prática geológica
7.8. Produção científica e contactos com as comunidades científicas, nacional e internacional
7.9. Prenúncios de mudança

Capítulo 8 – Uma nova vida: os Serviços Geológicos entre 1950 e 1974
8.1. Um novo regime de trabalho: aumento, diversificação e divisão das tarefas
8.2. Os Planos de Fomento e o financiamento
8.3. O trabalho de campo
8.4. O renascimento científico. Publicações, cartografia e relações científicas
8.4.1. Cartografia
8.4.2. Relações científicas

9. Conclusão

10. Bibliografia

Detalhes:

Ano: 2014
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 256
Formato: 23x16
ISBN: 978‐989‐689‐375‐0
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