A Guerra da Restauração no Baixo Alentejo

(1640-1668)




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Sinopse:

Neste seu novo livro, a Autora aborda o impacto que a longa guerra da Restauração teve nas terras e nas populações das comarcas de Beja e de Campo de Ourique e de quanto lhes foi exigido, ao longo de vinte e sete anos, em homens, cereais, carros e animais, alojamentos, dinheiro e trabalho, e de como isso contribuiu para a decadência da Província. Relata ainda os eventos bélicos que tiveram como cenário as terras do Baixo Alentejo, onde o conflito se caracterizou por sistemáticas razias e pilhagens, que instalaram o medo, e desmantelaram as estruturas económicas dos povoados. Reflecte igualmente sobre o impacto da guerra no exercício do poder concelhio, que se viu confrontado com novos e difíceis problemas: problemas de natureza defensiva, nomeadamente, no tocante ao levantamento de soldados e às obras de fortificação; dificuldades de gestão financeira, devido à diminuição das receitas; conflitos de jurisdições e aumento da agressividade e da conflitualidade social, potenciada, muitas vezes, pela prepotência dos poderosos. Analisa ainda as mudanças nas atitudes e nos comportamentos pessoais e sociais, nomeadamente, nos comportamentos demográficos das populações do Baixo Alentejo, durante o longo conflito. Com este estudo, a Autora lança uma nova luz sobre um período conturbado da história portuguesa seiscentista, compreendendo-o não a partir dos centros de decisão, mas a partir da periferia onde foram realmente vividos e sentidos os longos anos da guerra.

Índice:

Introdução


PRIMEIRA PARTE – CENÁRIOS E ACTORES

1. A terra

2. Os homens
2.1. «Gente paga, Auxiliar e alguma Ordenança» e «aquella gente que veyo servir a soldo»
2.1.1. «Dos que podem servir de soldados pagos»
2.1.2. «Das Companhias de Auxiliares»
2.1.3. «Dos obrigados a servir nas Companhias da Ordenança»
2.1.4 «Aquella gente que veyo servir a soldo»
2.2. Levas e alistamentos no Baixo Alentejo
2.2.1. A formação das companhias de auxiliares na comarca de Beja
2.2.1.1. Estrutura e composição social das companhias
de auxiliares
2.2.1.2. A invocação de privilégios
2.2.2. Os clamores contra as levas
2.2.3. A resistência dos homens ao recrutamento

3. «O Exercito de Alemtejo»: um “exército de papel”
3.1. Os «que andão ausentes»
3.1.1. A deserção
3.1.2. Os que «andão vadios e callaceiros» na Corte
3.1.2.1. A honra e o proveito: soldos e mercês
3.2. As opções estratégicas
3.2.1. A tentação da guerra ofensiva
3.2.2. As entradas
3.2.2.1. As normas acordadas: as questões éticas
3.2.2.2. A violência contra as mulheres
3.2.2.3. Os objectivos das entradas
3.2.3. As pazes particulares: Serpa e o condado de Niebla

4. «Em todas as praças de huã e outra parte se repetiam as entradas…»
4.1. De Junho de 1641 até finais de 1646
4.1.1. O arrasamento de Barrancos (1641)
4.1.2. Moura, uma defesa atabalhoada (1641)
4.1.3. Novo rebate em Moura e assalto à Amareleja (1641)
4.1.4. O assalto português a Valencia de Mombuey (1641)
4.1.5. Sobressaltos no termo de Moura (1641)
4.1.6. O cerco à aldeia de Santo Aleixo (1641)
4.1.7. Desassossego na fronteira luso-arucitana (1641-42)
4.1.8. Um novo ataque a Moura (1642)
4.1.9. O fracassado ataque a Aroche (1642)
4.1.10. O saque de Encinasola «hum dos arriscados feitor que houve em Alentejo» (1642)
4.1.11. A defesa de Moura e do seu «destricto» (1641-44)
4.1.12. Novos saques portugueses do lado de lá da raia (1643)
4.1.13. Mértola em perigo (1643-44)
4.1.14. A investida castelhana sobre Aldeia Nova (1644)
4.1.15. Pequenas surtidas de um e de outro lado da fronteira (1644)
4.1.16. O grande ataque castelhano a Santo Aleixo (1644)
4.1.17. O cerco a Safara (1644)
4.1.18. No rescaldo da invasão inimiga (1644)
4.1.19. O reforço das defesas de Moura (1644)
4.1.20. Correrias e mútuos saques (1644-46)
4.1.21. A fronteira marítima do Baixo Alentejo (1646)
4.1.22. Novos saques no termo de Moura (1646-47)
4.2. Os anos de 1647 a 1656
4.2.1. Mútuos ataques nas povoações da raia (1647-52)
4.2.1.1. A entrada em Alcaria de la Vaca (1648)
4.2.1.2. A entrada de Manuel de Melo em «as partes de Granado» (1651)
4.2.2. A tomada de Oliva (1654)
4.2.3. Inimigos à vista na costa de Sines (1655-56)
4.2.4. O roubo do gado na fronteira de Mértola (1655-56)
4.3. Os anos de 1657 a 1660
4.3.1. A preparação da defesa das terras do Baixo Alentejo
(1658-60)
4.4. Os anos de 1661 a 1668
4.4.1. A defesa de Moura e de Serpa (1661-65)
4.4.2. Preocupações com a defesa de Sines (1661-63)
4.4.3. Correrias e saques na fronteira terrestre (1663-65)
4.4.4. A ofensiva portuguesa contra o condado de Niebla (1666)
4.4.5. A morte do capitão Salamão (1666)
4.4.6. Ataques portugueses à província de Huelva (1666-67)
Notas


SEGUNDA PARTE – O CONTRIBUTO DOS POVOS

1. Despesas com a defesa: «Que os moradores tomem armas e monições, e pólvora que necessitarem, e que as paguem…»
1.1. As contribuições para a guerra
1.1.1. O peso dos impostos nas comarcas alentejanas
1.1.2. O pagamento das armas e das munições
1.2. Os alojamentos
1.2.1. Tropas portuguesas e inglesas em Moura
1.2.2. Soldados portugueses, ingleses e franceses em Serpa
1.2.3. Soldados ingleses e franceses em Beja
1.2.4. Outros alojamentos: Cuba, Mértola e Santo Aleixo
1.2.4.1. Cuba
1.2.4.2. Mértola
1.2.4.3. Santo Aleixo
1.3. As despesas com as obras de fortificação
1.3.1. As fortificações da comarca de Campo de Ourique
1.3.1.1. Mértola
1.3.1.2. Vila Nova de Milfontes
1.3.1.3. Sines
1.3.1.3.1. O castelo
1.3.1.3.2. O forte da Ilha do Pessegueiro e o forte de terra
1.3.2. As fortificações da comarca de Beja
1.3.2.1. Beja
1.3.2.1.1. O desejo da fortificação
1.3.2.1.2. Os desentendimentos com o capitão-mor
1.3.2.1.3. O «devertimento» do dinheiro do real de água
1.3.2.1.4. O fim do impasse?
1.3.2.1.5. O pedido de Serpa
1.3.2.1.6. As necessidades de Moura
1.3.2.1.7. O projecto de Langres para a fortificação de Beja
1.3.2.1.8. Um novo recomeço
1.3.2.1.9. A obra inacabada
1.3.2.2. Moura, Santo Aleixo e Noudar
1.3.2.2.1. A fortificação de Santo Aleixo
1.3.2.2.2. A insistência de Moura
1.3.2.2.3. O projecto de Langres para Moura
1.3.2.2.4. Os pedidos do dinheiro de Beja
1.3.2.2.5. As várias plantas da fortificação de Moura
1.3.2.2.6. O castelo de Noudar
1.3.2.3. Serpa
1.3.2.3.1. A necessidade do dinheiro de Beja
1.3.2.3.2. A construção do forte
1.3.2.3.3. A inutilidade do forte de São Pedro
1.3.2.3.4. Sem dinheiro e sem vigias

2. «Carros, carretas e cavalgaduras» para a guerra
2.1. A requisição e a compra de animais
2.1.1. A requisição e compra de cavalos e de éguas
2.1.2. A requisição de carretos
2.2. As coudelarias
2.3. A cavalaria paga
2.3.1. A companhia de cavalos de frei Jorge de Melo, o Maltês
2.4. A cavalaria miliciana
2.4.1. As companhias milicianas de cavalaria da comarca de Beja
2.4.2. Os alistamentos para a cavalaria na comarca de Beja

3. O abastecimento do exército: «Que haja pam serto cada dia, sevada e palha para os cavallos»
3.1. O provimento do exército
3.1.1. As «repartições» para o assento na comarca de Beja
3.1.1.1. As repartições da década de 40
3.1.1.1.1. A esterilidade de 1647
3.1.1.2. A década de 50: esterilidade, seca, atravessadores e litígios
3.1.1.2.1. Os «atravessadores»
3.1.1.2.2. A prisão do procurador dos assentistas
3.1.1.3. Os anos difíceis da década de 60: seca, prevenções e devassa
3.1.1.3.1. A «devassa» aos mercadores de trigo
3.1.1.3.2. Uma seca «como os homens nunca virão»
3.1.1.3.3. O ano difícil de 1663
3.1.1.3.4. O fim dos contratos com os assentistas
Notas


TERCEIRA PARTE – CONFLITUALIDADE, DECADÊNCIA E MORTE

1. A pressão militar: prepotência e conflitualidade
1.1. A conflitualidade entre autoridades militares e autoridades civis
1.1.1. Homens de guerra versus ministros da justiça
1.1.2. Homens de armas e justiças do Estado do Infantado
1.1.3. O difícil exercício do poder concelhio em tempos de guerra
1.1.3.1. Falta de gente para a governança
1.1.3.2. O confronto entre o poder militar e o poder civil no espaço concelhio
1.2. A conflitualidade entre militares
1.2.1. O mau feitio do sargento-mor de Mértola
1.2.2. Os conflitos entre o alcaide-mor e o capitão-mor de Mértola
1.2.3. A desobediência dos irmãos Melo, de Serpa
1.2.4. Os desentendimentos em Beja
1.2.5. Os graves conflitos entre oficiais do regimento inglês de cavalaria, em Moura
1.3. A conflitualidade entre os Povos e os militares
1.3.1. Culpado… por parentesco
1.3.2. Os motins populares
1.3.2.1. O motim na Corte do Pinto
1.3.2.2. A «resistência» no Pedrógão
1.3.2.3. O motim de Brinches
1.3.2.4. Os motins de Beja
1.3.2.5. Os «alvoroços» de Serpa
1.4. A prepotência dos poderosos
1.4.1. O conflituoso Gomes Freire de Andrade, capitão-mor de Beja
1.4.2. Gil Vaz Lobo, um criminoso coberto de honras
1.4.3. Os crimes de Cristóvão Pantoja de Almeida, governador de Beja
1.4.4. Os irmãos de Cristóvão Pantoja: Rui de Melo e Bartolomeu Lobo
1.4.5. As prepotências de Cristóvão de Melo, capitão-mor de Serpa
1.4.6. Jerónimo da Costa, capitão dos auxiliares: o «mais frio ladrão que ha nestas partes»
1.4.7. Os «excessos» dos capitães-mores de Mértola
1.4.7.1. As queixas contra Belchior Lobato da Costa e Manuel do Avelar Sarmento
1.4.7.2. As queixas contra Lucas Barroso Sembrano
1.4.8. A estranha aliança entre o Cabido e os homens de armas

2. O fim da prosperidade
2.1. A situação económica na comarca de Beja
2.1.1. Moura
2.1.2. Serpa
2.1.2.1. A economia
2.1.2.2. As finanças
2.1.2.2.1. A receita
2.1.2.2.2. A despesa
2.1.3. Beja, a cabeça da comarca
2.1.3.1. A economia
2.1.3.1.1. As alterações da economia urbana: a freguesia de São João dos Muros Adentro
2.1.3.2. As finanças: o deve e o haver das contas concelhias
2.1.3.2.1. As receitas
2.1.3.2.2. As despesas
2.1.3.2.2.1. As despesas em festas
2.1.3.2.2.2. De novo, as contas
2.2. A comarca de Campo de Ourique
2.2.1. Mértola
2.2.1.1. O comércio na fronteira de Mértola
2.2.1.1.1. O contrabando
2.2.1.2. As finanças
2.2.2. Sines
2.3. As questões demográficas
2.3.1. A deslocação de populações e o despovoamento
2.3.2. A natalidade e a nupcialidade
2.3.2.1. As freguesias da comarca de Beja
2.3.2.2. As freguesias da comarca de Campo de Ourique
2.3.3. A mortalidade
2.3.3.1. A morbilidade e a mortalidade dos militares
2.3.3.2. A morbilidade e a mortalidade dos civis
2.3.3.2.1. A mortalidade na comarca de Beja
2.3.3.2.2. A mortalidade na comarca de Campo de Ourique.
2.3.3.2.3. Mortalidade e carências alimentares
2.3.4. Os comportamentos demográficos no Baixo Alentejo

3. Atitudes e comportamentos
3.1. Atitudes perante a guerra
3.2. Os comportamentos
3.3. A falta de solidariedade
Notas

Conclusão
Anexos
1. Quadros
2. Imagens
3. Gráficos
Fontes e bibliografia



DATA DE PUBLICAÇÃO: Dezembro de 2015


A AUTORA

Emília Salvado Borges, licenciada em História, Pós-graduada em História Regional e Local e Mestre em História Moderna, tem-se dedicado ao estudo da História do Alentejo no Antigo Regime. Entre as suas publicações, destacam-se: O Concelho de Cuba nas Memórias Paroquiais de 1758, Lisboa, Edições Colibri, 1994; Crises de Mortalidade no Alentejo Interior - Cuba (1586-1799), Lisboa, Edições Colibri, 1996; O Concelho de Cuba - Subsídios para o seu inventário artístico, Lisboa, Edições Colibri, 3.ª edição aumentada e reformulada, 1999; Homens, Fazenda e Poder no Alentejo de Setecentos - O caso de Cuba, Lisboa, Edições Colibri, 2001 e «O motim popular de Beja em 1637», Ler História, n.º 43, 2002

Detalhes:

Ano: 2015
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 556
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-535-8
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