Cinema El Dorado

– Cinema e Modernidade




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Autoria: Fernando Guerreiro

Sinopse:

Em Cinema EL DORADO propõe-se um percurso que começa na adopção de um modelo de figuração e narrativa assente na tradição da Pintura e do Teatro naturalistas (Diderot, Antoine e Griffith) e se prolonga na subversão deste paradigma levada a cabo pelas vanguardas europeias dos anos 10 e 20 (os futuristas italianos, a primeira vanguarda francesa e o expressionismo alemão), que proclamavam a especificidade da linguagem cinematográfica e fizeram do cinema um meio não tanto de “reprodução” como de “criação” de uma (nova) realidade que incorpora, nas suas mutações, o próprio cinema (Jean Epstein e Sergei Eisenstein). O “macgufin”, ou o “fil rouge”, deste conjunto de textos – que contempla também a relação dos autores de “Orpheu” com o cinema, ou alguns filmes de Manoel de Oliveira –, talvez seja a hipótese de uma imagem pensada, do duplo ponto de vista da sua formação e do seu funcionamento, como um “corpo folhado de espectros” (simulacros) que dá a ver (visibiliza) o próprio trabalho (invisível) do mundo.

Índice:

I. Dispositivos
1. O Cinema e Diderot – da “promenade Vernet” e do Eidophusikon
de Loutherberg ao dispositivo (teatral) do 4ème mur e à sua recepção no cinema

II. Cinemobiles
2.1. Futurismo e Cinema – a 4D do cinema
2.2. O Cinema de Orpheu – ECCE FILM
2.3. Zoom sobre o Filme do Desassossego de João Botelho
2.4. O Cinema de Almada

III. Fotogenias
3.1. As imagens vão depressa mas às vezes cansam-se – Cinema e Poesia nos anos 20 em França
3.2. Abel Gance: J’accuse (1919 e 1938) – Épico e melodrama
3.3. A Imagem-emoção do Melodrama em El Dorado de Marcel L’Herbier
3.4. The Fall of the House of Usher – o dispositivo poiético Poe/Epstein

IV. Aparições
4.1. A Imagem-Vitral
4.2. Benilde, o milagre do cinema
4.3. O Anjo da Fotografia

V. Ecoplastias

VI. Nota de edição


Data de Publicação: NOVEMBRO DE 2015


O AUTOR:

Fernando Guerreiro, Docente, na Faculdade de Letras de Lisboa, do Departamento de Literaturas Românicas e da Licenciatura em Estudos Artísticos – Artes do Espectáculo, onde tem leccionado cadeiras de cinema. Para lá de textos sobre Literatura e Cultura francesas dos séculos XVII a XIX (do Classicismo às Luzes e ao Romantismo), trabalha sobre a problemática da representação em pintura, fotografia e cinema.

Detalhes:

Ano: 2016
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 410
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-548-8
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