Pitões das Júnias

Esboço de Monografia Etnográfica




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Colaboração com a entidade: Junta de Freguesia de Pitões das Júnias

Sinopse:

Não saberei dizer em que escola, propriamente, me filio, na posição teórica que assumo. Talvez um funcionalismo de forte acento social, um imenso desejo de que o que escrevo venha a servir a comunidade que estudei e a nação a que pertenço. E, juntamente, um pendor pedagógico que me vem da vocação e do ofício. Sempre estou querendo ensinar, tornar claro e acessível o que escrevo. Daí que, uma vez por outra, entre em desvios, que se terão por escusados, mais para notas um tanto soltas do que para corpo organizado: o leitor me perdoará tais digressões. Cansarão, seguramente, os entendidos, mas satisfarão, creio, os que precisam de aprender. ¶ (…) O povo de Pitões me ensinou a ser mais directo, mais autêntico, mais o que sou e menos o que me obrigam a ser. Na sua linguagem livre estava o homem livre com que cada um de nós devia reencontrar-se neste mundo de formalidades e disfarces. Esta, uma das grandes lições que me deu. A outra, porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi. ¶ [Manuel Viegas Guerreiro] ***************************************************************************************************** Como acontece em outros livros, Manuel Viegas Guerreiro defende, em Pitões das Júnias, que há como que uma ligação direta e imediata entre a realidade cultural que observa e o texto que a descreve. O autor não seria mais do que um instrumento, um intérprete duma composição que é realmente composta pela comunidade que estudou: «A outra [lição], porventura maior, foi a que quotidianamente de todos recebi e constitui a própria substância do livro. Eles mo ditaram, só o escrevi.» Esta forma de encarar a relação entre o especialista que realiza o estudo e a comunidade que é estudada é um dos aspetos mais originais do pensamento de Manuel Viegas Guerreiro. ¶ [Francisco Melo Ferreira – Grupo de Investigação de Tradições Populares Portuguesas | Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa] ***************************************************************************************************** Ainda recordamos o Professor Manuel Viegas Guerreiro, que, com paciência, nos ouvia, observava e, com um sorriso enorme, nos envolvia numa confiança de que jamais algo seria escrito sem ser o que de genuíno estava nas gentes de Pitões das Júnias. A nossa monografia será sempre atual, pois ela regista-nos tal e qual nós somos, como era o nosso viver e como esse viver nos moldou ao longo dos tempos e gerações. Será, para sempre, a peça alta da cultura e do património imaterial de Pitões das Júnias, do concelho de Montalegre e da região do Barroso. [Junta de Freguesia de Pitões das Júnias] ***************************************************************************************************** Nessa altura (1975), a Cultura dizia ainda respeito, sobretudo, às grandes obras de arte, aos grandes monumentos, não sendo então ainda dado o devido relevo ao património popular, nomeadamente o inscrito nas paisagens construídas pelo homem. Com a preocupação de inverter essa concepção da Cultura, num tempo em que se pensava que tudo ainda era possível, nasceu o Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico. (…) E uma da grandes preocupações foi, sem dúvida, estudar o que restava do comunalismo de algumas regiões do Norte de Portugal, entre elas Pitões das Júnias, que Viegas Guerreiro aceitou fazer com grande entusiasmo. [Fernando Pessoa | Arquitecto Paisagista]

Índice:

Preâmbulo

CAPÍTULO I – AMBIENTE FÍSICO
1. Situação geográfica
2. Clima
3. Paisagem

CAPÍTULO II – POVOAMENTO E CÔMPUTO POPULACIONAL
1. Povoamento
2. Cômputo populacional

CAPÍTULO III – EDIFÍCIOS
1. A casa
2. O palheiro

CAPÍTULO IV – ORGANIZAÇÃO SOCIAL
1. Família e casamento
2. A descendência
3. Terminologia e sistema de parentesco
4. Parentes fora da família; padrinhos, afilhados e compadres
5. Formas de tratamento
6. Ausência de classes
7. Controlo e mal-estar social
8. Relações com aldeias vizinhas
9. Relações com Galegos

CAPÍTULO V – CRIAÇÃO DE ANIMAIS E INDÚSTRIA
1. Pastoreio
a) «Bezeira» da rês
b) Gado bovino
Leite, manteiga e queijos
Tecelagem
Criação de porcos

CAPÍTULO VI – AGRICULTURA E INDÚSTRIAS
1. Agricultura
a) Regime agrário
b) Culturas de sequeiro: o centeio
A sementeira
Sega da messe
A malha ou malhada
c) Cultura da batata
d) O milho grosso
2. Moagem do centeio e do milho
a) O edifício
b) As peças
c) Funcionamento
3. O pão que se fabrica
O forno do povo
4. Horticultura
5. Árvores de fruto
6. O feno
a) Lameiros
b) A sega

CAPÍTULO VII – EMIGRAÇÃO
1. Saída para Castilha e Lisboa
2. Emigração para o Brasil
3. Emigração para França

CAPÍTULO VIII – COMÉRCIO

CAPÍTULO IX – OFÍCIOS

CAPÍTULO X – ALIMENTAÇÃO

CAPÍTULO XI – VESTUÁRIO

CAPÍTULO XII – O TRABALHO E OS SEXOS

CAPÍTULO XIII – ASPECTOS GERAIS DA ECONOMIA: DO COMUNITARISMO AO CAPITALISMO

CAPÍTULO XIV – EDUCAÇÃO

CAPÍTULO XV – AS CRENÇAS
1. Religião
2. Superstições

CAPÍTULO XVI – FESTAS RELIGIOSAS E PROFANAS
1. S. João
2. Festa de N. S. de Júnias: de Agosto
3. Entrudo
4. Outras diversões

CAPÍTULO XVII – A MODO DE CONCLUSÃO ANEXO

ANEXO 1

ANEXO 2

BIBLIOGRAFIA

ÍNDICE ANALÍTICO

ÍNDICE DAS FIGURAS

ÍNDICE DAS ESTAMPAS

Detalhes:

Ano: 2016
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 326
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-595-2
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