Como Argumentam os Políticos?

Estratégias linguísticas e discursivas




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Autoria: Dayse Alfaia

Sinopse:

Como argumentam os políticos? Estratégias linguísticas e discursivas propõe-se abordar diferentes perspectivas de estudo acerca da argumentação. Tendo também como base teórica a Análise do Discurso, bem como a Análise textual dos discursos proposta por Jean-Michel Adam, este trabalho que, a priori, concretizou-se como uma dissertação de mestrado (agora em formato de livro) procura analisar um corpus constituído de dois gêneros de texto – a entrevista política e o discurso de posse presidencial – em duas variedades de língua, nomeadamente o Português Brasileiro e o Português Europeu. A obra consiste em atestar alguns recursos verbais com finalidade persuasiva, bem como alguns elementos contextuais possivelmente verificáveis através dos enunciados produzidos pelas respectivas personalidades políticas. Uma vez que os textos abordados foram analisados numa vertente linguístico-discursiva, pretende-se mostrar nas construções dos enunciados a responsabilidade enunciativa (as vozes do texto), convocando igualmente alguns pressupostos teóricos da retórica clássica a fim de evidenciar algumas marcas da argumentação persuasiva, nomeadamente o ethos e o pathos e, finalmente, perceber, através dos implícitos, como os políticos argumentam. ******************************************************************** O ato de argumentar é uma prática social comum a todas as pessoas com as quais nos deparamos no dia-a-dia, de modo que a retórica ou a dialética, segundo Aristóteles, não correspondem a um meio científico em particular. Sendo assim, todas as pessoas, de alguma forma, tentam arguir, sustentar, defender-se ou acusar, construindo um processo, que, desde os tempos mais remotos, percorre as relações de interação comunicativa, no seio da vida humana – a argumentação. Os estudos sistematizados sobre a argumentação vêm sendo realizados desde a Antiguidade Clássica, tendo em conta a retórica aristotélica, até os linguistas do séc. XX e ainda por linguistas atuais cujos estudos sobre o assunto conferem os que se designam por “Nova Retórica” ou apenas aqueles estudos retomados da retórica. Alguns autores reataram os estudos da argumentação sob diferentes perspetivas teóricas e que serão devidamente abordados, aqui, de maneira que serão priorizados aqueles cuja proposta teórica mais se coaduna com o objetivo deste trabalho, que é o de evidenciar alguns recursos linguístico-discursivos em textos de cunho político cujos enunciados traduzem a intenção de persuadir o outro a uma determinada ideia.

Índice:

Apresentação

Prefácio

I. Introdução

Capítulo I: Argumentação retórica e estudos relacionados
1.1. Os princípios da retórica aristotélica
1.2. Alguns estudos retomados da Antiguidade Clássica
1.2.1. Sobre “O Tratado da argumentação” de Perelman e Olbrechts-Tyteca

Capítulo II: Argumentar: aspectos da língua e do discurso
2.1. Os estudos de Ducrot e Carel – o ato de argumentar
2.2. A questão da pragmática integrada
2.3. A argumentação na língua e a argumentação no discurso
2.4. Análise textual dos discursos
2.4.1. As sequências prototípicas
2.4.2. A responsabilidade enunciativa – um modo de persuadir
2.5. A construção do ethos e do pathos
2.5.1. O ethos sob a perspectiva da retórica e da Análise do Discurso
2.6. A identidade social e a identidade discursiva
2.6.1. O ethos – um modo de persuadir intencionalmente
2.6.2. A questão dos implícitos

Capítulo III: Análise do corpus
3.1. Análise da EP com a presidente Dilma Rousseff
3.1.1. Responsabilizar o outro pelo discurso
3.1.2. Implícito: o escândalo do Mensalão
3.1.3. A oposição de intenções entre os pronomes eu/nós
3.2. Análise da entrevista com o ex-presidente Cavaco Silva
3.2.1. As vozes do texto e a construção do ethos
3.2.2. O uso estratégico do eu/nós
3.3. Análise da entrevista com o presidente Jucelino Kubitschek
3.3.1. A construção do ethos através da responsabilidade enunciativa
3.3.2. A responsabilidade enunciativa e o uso dos deíticos (meu/seu/sua)
3.4. Análise da entrevista com Maria de Lourdes Pintassilgo
3.4.1. Construir um ethos em função das identidades
3.5. Análise do discurso de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula)
3.5.1. Mudança… a esperança finalmente venceu o medo: a construção de um discurso de posse
3.5.2. Uma nova identidade discursiva em função de um novo ethos: o Fome Zero e a reforma agrária
3.5.3. A responsabilidade enunciativa – o povo também governa
3.5.4. O pathos – como emocionar o outro
3.6. Análise do discurso de posse do presidente Cavaco Silva
3.6.1. A responsabilidade enunciativa: quando as instituições e o povo governam
3.6.2. Narrar para explicar a verdade: um discurso programado, um ethos transparente

Conclusão

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

WEBGRAFIA

ANEXOS 1 (EP)
ANEXOS 2 (DPP)

Detalhes:

Ano: 2016
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 128
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-607-2
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