Republicanos, Anarquistas e Comunistas no Exílio

1927-1936




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Autoria: Cristina Clímaco

Sinopse:

A presente obra pretende ser um contributo para a história da emigração política do século xx, através do estudo do caso português, inserindo-se no contexto europeu de oposição aos regimes fascistas e autoritários do entre-guerras. A revolta de Fevereiro de 1927 marca o início de um longo movimento de exílio ao qual só a revolução de 25 de Abril de 1974 porá termo. A elite política afastada do poder pelo 28 de Maio exila-se, num primeiro momento, em França, dando lugar ao «período francês» que decorre até 1931. A actividade dos exilados é então dominada pela preparação do movimento militar, a revolução, que poria termo à ditadura e restauraria a República. Porém, as clivagens ideológicas e de projecto político entre o republicanismo liberal e o democrático condicionam o sucesso da oposição e da frente comum republicana contra a ditadura, que os exilados procuram incessantemente promover. O núcleo francês esvazia-se com a implantação da II República espanhola, em Abril de 1931, abrindo-se uma nova fase no exílio político português, cujo assento geográfico é doravante a Espanha republicana. A raia transforma-se num espaço privilegiado de conspiração revolucio¬nária e de refluxo dos implicados nas revoltas republicanas de Abril e Agosto de 1931 ou nos preparativos insurreccionais abortados pela polícia. Com o reacender da luta sindical, no início dos anos 30, anarquistas e alguns comunistas refugiam-se igualmente em Espanha. A prioridade da corrente republicana continuará a ser dada desesperadamente à revolução, mas a capacidade de mobilização é cada vez mais reduzida, nomeadamente no seio das Forças Armadas. Por sua vez, os anarquistas procuram ser um instrumento de apoio ao movimento clandestino em Portugal e o seu porta-voz no exterior, enquanto que o reduzido núcleo comunista tenta implantar-se no seio da emigração económica portuguesa. Cenário que só sofrerá alterações com o desencadear da Guerra de Espanha, em Julho de 1936. ¶¶¶ Os republicanos são, entre 1927 e 1940, em termos numéricos, o grupo melhor representado no exílio, situando-se depois os anarquistas e, por fim, os comunistas. Quadro que reproduz, no exterior, a situação verificada no interior de Portugal. Após a II Guerra Mundial, a oposição sofre transformações importantes: os anarquistas desaparecem praticamente do xadrez político; os republicanos perdem a hegemonia; e os comunistas, mais bem organizados e adaptados às exigências da luta clandestina, reforçam a sua posição. Uma outra diferença significativa entre os dois períodos é o aparecimento, nos finais dos anos 60 e nos inícios dos anos 70, de novos grupos oposicionistas, em particular de extrema esquerda que, no exílio, adquirem alguma expressão. Por outro lado, certos meios católicos liberais começam, nos últimos anos do regime, a manifestar o seu descontentamento.

Índice:

Apresentação e agradecimentos

Siglas e Abreviaturas

Preâmbulo


PARTE I – 1927-1931 – O EXÍLIO REPUBLICANO EM FRANÇA

Capítulo 1 – A reorganização no exílio
Da oposição do interior do exílio
A chegada a Espanha
A concentração em França
A bipolarização do exílio
A reestruturação de 1929
A Frente única republicana: encontros e desencontros

Capítulo 2 – A conspiração republicana
O fervilhar da oposição: 1927-1928
A “política de transição”: 1929-1930
O reacender da revolução: 1930-1931

Capítulo 3 – A propaganda
Os panfletos
A imprensa

Capítulo 4 – Os meios estrangeiros de acolhimento e de solidariedade
Os meios governamentais
A opinião pública
A campanha contra o empréstimo
A acção de António Sérgio nos meios internacionais
O governo português e a propaganda oposicionista
O exílio interior
Conclusão


PARTE II – O EXÍLIO EM ESPANHA – 1931-1936

Capítulo 5 – Exílio Republicano: o Verão de 1931
A recomposição dos grupos
Os Budas
O grupo da Galiza
O grupo de Afonso Costa
O grupo da Corunha
O Comité Republicano Revolucionário de Sevilha
O grupo de Ferro Alves
O governo republicano espanhol e a revolução portuguesa

Capítulo 6 – Exílio Republicano: a procura de unidade (finais 1931-1933)
A acção de Bernardino Machado nos finais de 1931
A reunificação política da oposição
As comissões de assistência

Capítulo 7 – Exílio Republicano: a acção revolucionária em 1932-1936

Capítulo 8 – Exílio Republicano: Imprensa e Propaganda

Capítulo 9 – Exílio Republicano: o apoio da esquerda espanhola

Capítulo 10 – O Governo português e os exilados

Capítulo 11 – O exílio anarquista
O movimento libertário em Portugal
A Federação Anarquista dos Portugueses Exilados
Os anarquistas e as revoltas republicanas contra a ditadura

Capítulo 12 – O exílio comunista
O PCP depois do movimento do 28 de Maio
O PCP e as revoltas republicanas contra a ditadura
Os comunistas no exílio

Conclusão

Conclusão geral

Fontes e Bibliografia




AUTORA:

Cristina Clímaco – é maître de conférences na Universidade de Paris 8 Vincennes Saint-Denis. É doutorada em História das Sociedades Ocidentais pela Universidade de Paris 7 Denis Diderot, foi bolseira de doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Ė investigadora integrada no Laboratório de Estudos Romanos (LER) da Universidade de Paris 8, e investigadora associada do Instituto de História Contemporânea (FCSH/NOVA) e do CEIS 20 da Universidade de Coimbra. Foi galardoada em 1999 com o Prémio da Fundação Mário Soares. É especialista das relações luso-francesas, com trabalho realizado nas áreas do exílio, emigração e oposição ao Estado Novo nos anos 30. Publicou em 2010 As Linhas de Torres Vedras. Invasão e Resistência (1810-1811), Lisboa, Colibri.

Detalhes:

Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 388
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-401-6
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