Diplomacia Peninsular e Operações Secretas na Guerra Colonial

(2.ª edição)




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Sinopse:

Esta obra é produto de uma exaustiva investigação nos mais variados arquivos portugueses e espanhóis. Muito do material dos arquivos portugueses só depois do 25 de abril, portanto recentemente, foi encontrado, tratado e desclassificado, por consequência, disponível ao investigador histórico. ¶¶ Como sempre, Tíscar Santiago sabe penetrar nos “fascismos” ibéricos, com as suas idiossincrasias próprias e diversos de outros fascismos europeus e, no caso presente, tendo a descolonização, a guerra colonial portuguesa, as cumplicidades ibéricas como palco de fundo, sem nunca perder de vista o quadro mundial em que elas se integravam. ¶¶ O livro estuda e enquadra com pormenor as relações entre Portugal e Espanha, na perspetiva do novo mundo pós Bandung, das independências e do aparecimento do que se chamou “terceiro mundo”, tanto no período que precedeu a chegada de Franco Nogueira ao governo, como na fase seguinte, em que as relações com a Espanha sofreram algumas modificações. A autora vai mais longe, pois num exercício de “Política-Externa-Comparada”, aponta os caminhos diferentes de ambos os países ibéricos depois da II guerra mundial. ¶¶¶ [José Manuel Duarte de Jesus (Embaixador Jubilado, Investigador integrado no I.O., ISCSP Universidade de Lisboa), no Prefácio à 2.ª edição].

Índice:

Prefácio à 2.ª edição

Prefácio

Abreviaturas

Introdução

Capítulo I. A desigual realidade colonial de Espanha e Portugal

Capítulo II. Da unidade à disparidade peninsular ante o processo descolonizador
II.1. O desigual caminho da integração internacional no período do pós-guerra (1946-1955)
II.2. As primeiras consequências da entrada na ONU para os estados ibéricos
II.3. Da entrada conjunta na ONU à dissociação da política externa dos estados peninsulares (1956-1960)
II.3.1. A Guerra do Ifni e a política de prestígio de Castiella
II.3.2. A mudança na aritmética das votações na ONU, o Ano de África

Capítulo III. O desatrelar do comboio ibérico na descolonização (1960-1963)
III.1. As grandes resoluções da Descolonização. Dissociação de atitudes entre Portugal e Espanha
III.2. Abrem-se as três frentes da campanha internacional contra a política ultramarina portuguesa
III.2.1. A primeira frente: a Assembleia Geral e o Conselho de Segurança da ONU
III.2.2. A segunda frente: as repercussões nas relações bilaterais
III.2.3. A terceira frente: os meios de comunicação e a opinião pública
III.3. Começa a era Franco Nogueira em Portugal. Desconfiança para com Espanha e pedidos de apoio
III.3.1. Revisão infrutífera da política externa portuguesa
III.4. A Igreja Católica espanhola também toma posições relativamente a Portugal

Capítulo IV. O nascimento da OUA, a descolonização da Guiné Equatorial e as suas consequências nas relações peninsulares (1963-1969)
IV.1. O nascimento da OUA, rupturas com Portugal e mediação espanhola
IV.1.1. Mediação espanhola na política ultramarina portuguesa e acordo tácito de cooperação na política multilateral
IV.2. As inquietudes portuguesas com a independência da Guiné espanhola e as posições peninsulares na guerra do Biafra

Capítulo V. O fim da era Castiella-Franco Nogueira. Agravamento da “Questão Portuguesa” e ajustamento nas relações peninsulares (1969-1970)
V.1. Impulso final para a descolonização, maiores dificuldades para o apoio espanhol e revisão dos acordos de actuação na ONU
V.2. A contenção das condenações a Portugal nos organismos especializados das Nações Unidas

Capítulo VI. A dupla face da entente tecnocrática. “Diálogo de varanda para varanda” na Península e divergência em África (1971-1974)
VI.1. A intensificação da campanha internacional contra a política ultramarina portuguesa e a posição espanhola

Capítulo VII. A cobertura diplomática espanhola no Egipto
VII.1. As relações de Portugal e Espanha no Egipto antes do corte de relações
VII.2. O corte de relações com Portugal e a assunção por Espanha da representação dos interesses portugueses no Egipto
VII.3. A discreta aproximação luso-egípcia à procura de um “Degelo construtivo”

Capítulo VIII. A defesa espanhola dos interesses portugueses na Tunísia
VIII.1. As relações luso-tunisinas desde a independência até à ruptura (1956-1963)
VIII.2. O corte de relações com Portugal e a assunção por Espanha dos interesses portugueses (1963-1966)
VIII.3. A crise da substituição dos diplomatas portugueses e as precauções espanholas (1966-1967)
VIII.4. Relançamento das relações luso-tunisinas e nova sintonia nas luso--espanholas (1967-1971)
VIII.5. A nova política bourguibista e o fim da Primavera Marcelista (1971-1974)
VIII.6. O 25 de Abril, a descolonização e o fim da cobertura espanhola

Capítulo IX. Diplomacia e Operações Secretas no Zaire
IX.1. A presença diferenciada de Portugal e Espanha no Congo
IX.2. As relações triangulares entre o Congo, Portugal e Espanha
IX.2.1. As ambíguas relações durante a I República congolesa (1960-1965)
IX.2.2. As relações com o Governo Tshombé em Léopoldville (1964-1965)
IX.2.3. As redes de informação de Portugal no Congo-Léopoldville e as primeiras operações de desestabilização
IX.2.4. De Tshombé a Mobutu. Reposicionamento político e operações secretas no Congo-Léopoldville
IX.3. As difíceis relações luso-espanholas em Kinshasa durante a II República congolesa (1965-1975)
IX.3.1. As tensões entre os dois Congos e as tentativas de regresso de Tshombé
IX.3.2. O corte de relações e a assunção por Espanha da defesa dos interesses portugueses em Kinshasa
IX.3.3. Regresso português a Kinshasa. A embaixada oficiosa, uma delicada convivência luso-espanhola (1970-1973)

Capítulo X. As relações tentaculares de Lisboa e Madrid com Brazzaville e operações secretas no antigo Congo francês
X.1. O Governo de Fulbert Youlou, a secessão do Katanga e o desencadear da guerra em Angola
X.1.1. Início da instalação dos serviços de informações portugueses na África Central
X.2. Primeiro intento de aproximação Brazza-Léopoldville e queda de Youlou
X.3. O acosso permanente ao Governo Massamba-Débat (1963-1968)
X.3.1. A evasão de Youlou e as tentativas para derrubar Massamba-Débat
X.3.2. Os intentos de reposição de Fulbert Youlou no poder. A “Operação Barbarossa” e a necessidade de ampliação das redes de informação
X.3.3. O corte de relações do Congo-Brazzaville com Portugal
X.3.4. O exílio de Fulbert Youlou em Espanha e o operativo internacional contra o regime de Massamba-Débat
X.4. As operações contra o Governo Marien Ngouabi (1968-1974)
X.4.1. Nova intervenção internacional secreta no Congo. A “Operação BIKINI” e o frustrado golpe de Março de 1970
X.4.2. As novas redes de informações portuguesas em Brazzaville
X.5. Os últimos tempos de Youlou em Espanha e novas alternativas ao regime de Marien Ngouabi

Epílogo

Fontes e Bibliografia

Índice Onomástico




A AUTORA:

María José Tíscar Santiago é doutorada em História. Tem exercido a docência em diversos Liceus de Espanha, Alemanha e França e no Instituto Espanhol de Lisboa. Iniciou a sua actividade de investigação trabalhando sobre as relações lusoespanholas durante o Marcelismo, e posteriormente, sobre o apoio da Espanha franquista ao Estado Novo durante a Guerra Colonial. Recentemente tem-se debruçado sobre as Actas do Conselho de Estado do período transitório 1974-1975, as quais vieram a revelar o papel dos diferentes protagonistas do processo histórico que conduziu à descolonização e que publicou no livro «O 25 de Abril e o Conselho de Estado. A Questão das Actas» (Edições Colibri, 2012); A PIDE no Xadrez Africano. Angola, Zaire, Guiné, Moçambique. Conversas com o Inspector Fragoso Allas (Colibri, 2017).

Detalhes:

Ano: 2017
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 458
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-277-7
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