A Noite Mais Longa de Todas as Noites

1926-1974




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Autoria: Helena Pato

Sinopse:

«Obra de uma precisão exemplar e simultaneamente de uma beleza límpida no seu veio narrativo, enquanto tessitura de recordações assumidamente pessoais embora arreigadamente políticas (…). A Noite Mais Longa de Todas as Noites é pois uma obra tecida com o fio do júbilo dos ideais, mas igualmente com os acontecimentos vividos no nosso país, então asfixiado por uma longa, cruel e impiedosa ditadura. Sendo tudo isto elaborado com uma vivacidade e uma argúcia que nos leva a lê-la até chegar ao fim, para logo desejar tornar ao seu começo». [MARIA TERESA HORTA] *************************************************************** «Nunca vi as comemorações do 1.º de Maio no Rossio de Lisboa, em tempo de clandestinidade, tão intensamente descritas (e vividas) como no relato de Helena sobre esse dia de 1962». [LUÍS FARINHA] *************************************************************** «As estórias que Helena Pato vai contando valem, primeiro, pela valência pessoal de sabor autobiográfico, de grande despojamento, sobriedade e elegância, mesmo se tal não é o principal propósito, e, depois, por serem o retrato de uma época de 'resistência contra a ditadura'». [JORGE SAMPAIO]

Índice:

“Uma escrita luminosa” de Maria Teresa Horta


1. Medos

2. Da aldeia para Lisboa

3. Uma infância no Pós-guerra

4. Erva das valetas, minha senhora

5. Um vestido sem mangas no liceu?

6. O Decreto-Lei e a pancadaria nas escadinhas

7. A Biblioteca Cosmos e a rádio clandestina

8. Os combates no fim da adolescência: da Politécnica a Campo de Ourique

9. A-ssa-ssi-nos! A-ssa-ssi-nos!

10. Dia do Estudante: um, dois, três, e lá ia ele outra vez…

11. A Fuga

12. Flausina em tempo de resistência

13. Alfinetadas

14. Um réveillon triste

15. As Simones

16. De cerzideira a auxiliar de limpezas pesadas

17. Exílio no feminino

18. Missiva no tempo das cerejas

19. Mudanças na Primavera

20. Coimbra cheirava a flores

21. Exílio no Quartier Latin

22. História de uma viagem rumo ao socialismo

23. Primeiro de Maio, dia de muguet

24. O sofrimento não tinha fim e a guerra colonial também não

25. Condenado à morte no prazo concedido pela PIDE

26. Conta comigo!

27. Jogo de futebol no Pinhal de Leiria

28. A minha prisão e a náusea

29. Solidão: arma tão poderosa como a tortura

30. Erro meu, má fortuna

31. Mães em tempo de ditadura

32. Cinco segundos

33. Um pai natal

34. Uma pêra e tudo sem sentido

35. A blusa das flores

36. Dias alegres aqueles

37. Um bife na Brasileira do Chiado

38. Acordar em casa

39. Vozes embrulhadas em silêncio

40. Um amor, dois filhos, uma vida

41. O cabelo branco do amigo clandestino

42. Traficando dólares

43. A menina que veio do frio

44. Marcelo deixa cair a máscara

45. As férias, a PIDE e a GNR

46. Encontros clandestinos num portão do Jardim da Estrela

47. Um situacionista com carácter

48. Os garotos que roubavam fruta na mercearia do bairro

49. Ricas vizinhas

50. Roubo de um carro às forças policiais

51. A prisão de José Tengarrinha

52. Dois tiros na noite e as nossas horas de aflição

53. É pide, é pide, é pide!

54. Os professores na alvorada da Revolução

55. Confissões, traições e favores

56. Ana, uma negrinha doce que tapava o riso

57. No teu voto a força do Povo

58. Canção das Pombas Adormecidas

59. Um Memorial

60. Valeu a pena, sim

Uma memórias despojadas mas empolgantes de Luís Farinha

Encontros com a História de Jorge Sampaio


AUTORA:

Helena Pato nasceu em Mamarrosa (Aveiro), em 1939. Militou activamente na Resistência, durante as duas décadas que antecederam a Revolução, tendo sido presa e detida várias vezes pela polícia política. Acompanhou o marido no exílio até ao seu falecimento, em 1965. Em 1967 esteve presa seis meses na Cadeia de Caxias, sempre em regime de isolamento. Dirigente estudantil (1958 a 1962); dirigente política da CDE (1969 a 1970); fundadora do MDM (1969) e sua dirigente (1969 a 1971). Integrou o núcleo de professores que, durante o fascismo, dirigiu o movimento associativo docente (1971 a 1974). Fundadora dos sindicatos de professores (1974), foi dirigente do SPGL nos seus primeiros anos.
Licenciada em Matemática, a sua vida profissional foi dedicada ao ensino de crianças e de jovens e à formação docente: leccionou durante 36 anos no ensino público e publicou livros e estudos, no âmbito da Pedagogia e da Didáctica da Matemática. Coordenou Suplementos de Ciência e de Educação em jornais diários.
Dirigente do Movimento Cívico Não Apaguem a Memória (NAM), desde 2008; presidente do NAM de 2012 a 2014. Em 2013 criou no facebook e coordena, desde então, a página Antifascistas da Resistência e o grupo Fascismo Nunca Mais. Publicou dois livros de memórias do fascismo: Saudação, Flausinas, Moedas e Simones (2005, Editora Campo das Letras) e Já uma Estrela se Levanta (2011, Editora Tágide).

Detalhes:

Ano: 2018
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 260
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-761-1
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