Sem Tempo para Ser Criança




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Sinopse:

Para mim, um crónico adverso aos trabalhos agrícolas e à vida do campo – Ceres, a Deusa da agricultura, não queria nada comigo. A escola era o abrigo que me protegia, parcialmente, do frio no inverno, e do calor, no verão. Parcialmente, porque o frio, no inverno e o calor, no verão também entravam pela escola e pela maior parte das casas da aldeia sem pedir licença. Na nossa casa, o vento entrava pelos buracos das paredes de granito, pelas frestas da porta e pelos vãos das telhas. ************************************************************ Este livro, confessadamente, tem propósitos de transmitir um testemunho de vida. O autor, deliberadamente, dá-nos um Portugal, a preto e branco, cinzento, de fome, de perseguição, de ditadura… Ele entra, de corpo inteiro, nesta malfadada história. Uma narrativa na primeira pessoa. Um actor. Não um simples observador testemunhal. [José Manuel Trigo Mota da Romana (Professor de Português e de Literatura)] ************************************************************ Ler este livro é como ouvir o Autor numa conversa pessoal. Lê-se com gosto e permanente interesse. A obra tem vários méritos. Entre eles, o de ser um testemunho real do Poder da Vontade e um documentário valioso do passado recente da vida das nossas aldeias beirãs, hoje despovoadas, com as tradições perdidas. [Adriano Vasco Rodrigues (Professor e Investigador de História das Artes)] ************************************************************ Nesta emocionante obra, cuja elaboração tive a honra de acompanhar ‘pari passu’, Felisberto nos brinda, não só com o relato de sua vida, admirável sob todos os aspectos, mas também com descrições histórico-geográficas e dos costumes – com suas divisões de classe e suas injustiças – da região onde nasceu e cresceu. Ele é protagonista real, mas, para quem lê, aparenta ser um personagem saído de um romance ficcional. [Walter del Picchia (Professor da Universidade de São Paulo)]

Índice:

Apresentação do autor

Prefácio de José Manuel Trigo Mota da Romana

Prefácio de Adriano Vasco Rodrigues

Introdução

Situado no espaço

Vegetando nas veredas da vida
O calendário do tempo: Do véu branco de inverno ao calor tórrido do verão
Viver antes de nascer: não me lembro de ter nascido
Brinquedos: como diz o provérbio, a necessidade aguça o engenho

Sem tempo para ser criança: as agruras da vida
A escola: felicidade condicionada enquanto durou
Da escola à adolescência

Conturbada adolescência
Adversidades várias
Altos e baixos na reta final da adolescência

De cabeça erguida, caminhando em frente
O serviço militar: – viragem de uma vida
O estudo e o trabalho: contrariedades inesperadas

O exílio

A revolução dos cravos e o regresso a Portugal

Carreira académica: indesejado persistente
Início da vida académica em Portugal
Peripécias com o doutoramento
Da UTL para a UBI

Posfácio

Imagens


AUTOR:

Nasci em Cidadelhe / Pinhel, em 1939. Fiz a quarta classe. Comecei a trabalhar no campo ainda antes de iniciar o ensino primário. Continuei a trabalhar no campo, mesmo quando frequentava a escola, até aos 21 anos. Com 21 anos assentei praça no BT em Lisboa. Com 22 anos matriculei-me no ensino secundário; terminei o primeiro ciclo em 1962. Continuei a trabalhar e a estudar. Em 1965 terminei o ensino secundário, fiz exame de admissão ao ISCEF/ UTL com sucesso. No ano lectivo de 1965 / 1966 fiz o primeiro ano de economia incompleto. Em Julho de 1966, refugiei-me na Holanda. Consegui exílio político e licenciei-me em Ciências Económicas e Empresarias na Univ. de Amesterdão onde fui assistente. Regressei a Portugal no verão de 1974. Iniciei a carreira académica na UTL onde fiz o doutoramento. Pedi depois transferência para a UBI / Covilhã onde me aposentei como Professor Catedrático.

Detalhes:

Ano: 2018
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 320
Formato: 23x16
ISBN: 978-989-689-787-1
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