Rua das Janelas Verdes

1962 – Diário da descoberta de Lisboa por Menina Brasileira




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Sinopse:

“À noite recebemos a visita do romancista Fernando Namora, que nos levou, em seu carro, para passear pela cidade. Que sorte, termos um guia como aquele grande escritor, e tão simpático! Ficamos conhecendo a floresta de Monsanto, 900 hectares situados no alto de uma das colinas de Lisboa, de onde apreciamos diversas vistas panorâmicas. Os dias são longos, e vimos o anoitecer azul-metálico, prateado, incrível, na floresta. (...) Acabamos a noite no Nicola, um dos cafés mais simpáticos da cidade, que por sorte ainda estava aberto, (...) freqüentado por escritores, pintores, políticos. As xícaras com o retrato do Bocage me encantaram!” ******************************************************* “Minha irmã e meu cunhado, professor de Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo, foram convidados para almoçar em Sintra com o romancista José Maria Ferreira de Castro. Aqueles grandes escritores, quando sabiam da minha existência, generosamente acrescentavam: –Tragam também a cunhadinha! E lá fui eu, feliz da vida com a minha boa sorte, consciente da honraria, do privilégio, de conhecer o autor de A Selva, um clássico da literatura, e ambientado na Amazônia!” ******************************************************* “Após as primeiras e bem sucedidas expedições pela cidade, inventei diversas qualidades de aventurosos passeios. Sonhava percorrer o topo dos arcos altíssimos do Aqueduto das Águas Livres, que resistiu ao terremoto, ou terramoto, de 1755. Em folheto encontrado por acaso, informavam que partindo do Jardim da Meia Laranja eu poderia atravessar a pé, e sozinha, o aqueduto. Lá fui eu. No pequeno jardim, disse bom dia ao jovem policial de plantão e segui em frente pela passarela, de onde se descortina extraordinária vista de Lisboa (...) lá das alturas, ver a cidade transfigurar-se em abismo! (...) Aventurei-me em seguida a cruzar o Parque Florestal de Monsanto, e depois de passar alguns sustos ao me perder na floresta, consegui uma carona, ou boleia, no carro de uma família, até a estação de Benfica, onde embarquei num comboio, como se diz aqui em Portugal. Vindo de Sintra, ele seguiu para o Rossio.”

Índice:

AUTORA:

Nascida em Passa-Quatro, nas montanhas de Minas Gerais, Maria Lúcia Perrone Passos vive em São Paulo; deu aulas no Colégio Sion e na Universidade Católica. Nos anos 1970, estudou na École Pratique des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris; em Santiago do Chile, estudou a história do país e da Ilha de Pascua, onde foi acolhida por amigos pascuenses. Na Universidade de São Paulo, Joaquim Barradas de Carvalho, Eurípedes Simões de Paula e Fernando Novais orientaram suas dissertações de mestrado e doutorado, que resultaram em publicações: O herói na Crônica de D. João I, de Fernão Lopes (Lisboa, Ed. Prelo) e Lisboa, a cidade de Fernão Lopes (Ed. Colibri, 2014). Morou três anos nos Estados Unidos, e lecionou na Universidade de Georgetown, em Washington D.C. De volta a São Paulo, levou grupos de turismo cultural a Portugal e outros países da Europa. Trabalhou nos Departamentos do Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e da Eletropaulo (antiga Light and Power Company). Autora e co-autora de publicações nas áreas da história urbana e do conto, entre as quais Brasil e Portugal, uns contos e tal, Lisboa (Ed. Prefácio) e Desenhando São Paulo - Mapas e Literatura, 1877-1954 (Eds. Senac São Paulo/Imprensa Oficial do Estado (IMESP), prêmio de “Melhor Livro do Ano” em 2009, da Academia Paulista de História, na qual ocupa atualmente a Cadeira Número 10.

Detalhes:

Ano: 2019
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 90
Formato: 21x15
ISBN: 9789896898403
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