A Mala Anarquista

Fernando Pessoa, Babel e a Comunidade Vindoura (Ensaio ficcionado)




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Sinopse:

Evoluímos da ilusão da consciência para a consciência da ilusão. ¶ A mais bela aprendizagem é a do anarquista. Aprender a rir-se da arrogância. Aprender que a demência é protagonista do psiquismo humano e que só dificilmente se superará pela educação dos sentidos, a des-hipnotização da consciência, a leveza seriíssima do pensamento, a escola árdua do desejo, o nosso contributo amoroso à construção da nova Torre de Babel, a desautorização da tirania e a neutralização das várias patologias de que o ego se encontra eivado. ¶ Somos criaturas dementes. O Bestiário político exemplifica e amplifica esta demência do ser que ainda estrebucha nos seus estádios mais primários. Daí a necessidade da educação integral do ser, i.e., a destruição amorosa do nosso ser doente. ********************************************************* As is the case in the work of Pessoa, we understand sensation to be unbounded by the historical dimension of those elements of the real that are available to human apperception. We understand sensation to be both sensate and the neurological flashpoint at which the empiricially immediate and the metaphysically conjectural together ignite on the plane of fiction. We understand sensation and thought to be the outpost of the metaphysically ludic, which is art. Art is the supreme expression of being, i.e., being which is somatised and democratised, metabolised and realised. For Pessoa, it means the realisation of the spiritual civilisation of which his Mensagem is the preparatory message.

Índice:

[9] Nota introdutória

[25] Mas alguma vez falei em forma de monólogo? Caro amigo, peço que considere as minhas palavras uma espécie de manifesto…

[28] E, contudo, quanto aos livros…

[30] Meu caro amigo, quer um exemplo daquilo que acabo de afirmar? Debruçemo-nos um pouco sobre o drama O Marinheiro, Drama estático em um quadro. Já deu conta? Trata-se menos de um drama estático do que de uma explosão. (Como vê, nesta obra, a lucidez lúdica de Fernando Pessoa é ainda maior do que o tamanho do universo.) Em termos cinematográficos, poder-se-ia afirmar que Pessoa “filma” O Marinheiro em câmara lenta. Trata-se, contudo, de uma lentidão explosiva, de uma explosão de natureza
estética. Entabula uma obra de ficção que aponta para o trabalho civilizacional em jogo no que respeita à heteronímia pessoana, que é a realização da ficção suprema. Repare bem, caro amigo: o real é a ficção suprema.

[45] Caro amigo, o acto e o estado de pensar, juntos, significam: cultivar o desassossego, sorrir na miséria, subverter a ordem que nos hipnotiza e reorganizar a sintaxe. [apontamentos]

[47] Edward Snowden

[58] The phenomenon. The Gardens of Eden to come. The Towers of
Babel. [apontamentos]

[71] Nas entrelinhas entre o Império e o mundo inédito vindouro

[73] O Banqueiro Anarquista [Contemporânea, n.º 1, 1922] de Fernando Pessoa. A caminho do paradigma pós-histórico, pós-prometeico e pós-biológico. A favela noética.

[93] On the nature of play. On the nature of childhood. On the nature of childhood, play and terror. The long illness of childhood. No jogo, a criança revela ser, inconscientemente, uma criatura suicida. O jogo segue a lógica de animais sinistrados que, sendo simultâneamente animais e humanos, devem pensar a ferida e pensar a fuga. From childhood to adolescence to
adulthood: discontinuity within continuity. Eros, polis, logos and physis: the territory of the self. Ser adulto é aprender a amar nu com a alma vestida.

[101] Adults [and] children [apontamentos]

[102] [Na margem: excerto de uma longa carta de M. em torno da infância, do adulto e do drama de existir]

[105] In praise of Colin Kaepernick, NFL star athlete, USA

[107] O livre-arbítrio e o determinismo [apontamentos]

[109] Sinto que estamos a chegar ao fim desta conversa, que é também uma espécie de monólogo ou, melhor, manifesto babélico. Sinto-me bem mas cansado. Não queria despedir-me de si sem falar um pouco sobre o que considero ser o meu papel problemático enquanto professor ao longo de várias décadas, noutras palavras, o meu papel enquanto colaborador oficial na hipnotização das mentes. Um papel que me tem sido sobremaneira incómodo. Mas repare: amei ser docente. Contudo, meu amigo, beware of the teacher.

[111] The teacher who teaches well but who is no teacher.

[112] As in the case of teaching, so it is in the case of religion and ethics. Beware of one. Love the other.

[113] Ode to Brandon Bryant (former military drone operator whose
courage to denounce tyranny and the inhumanity of drone warfare we esteem and admire). [transcrição e apontamentos]

[117] Homage to Scott Warren (prosecuted for giving water, food and shelter to migrants and refugees at the México-USA border). There are monsters at the gate: a reflection structured in accordance with Dante’s four levels of reading (literal, allegorical, moral and anagogical). [transcrição e apontamentos]

[120] A educação do anarquista [apontamentos]

[123] The tasks of our historical being still weigh upon us. [apontamentos]

[126] What is myth?

[130] Mas agora, caro amigo, já viu a hora?



******



AUTOR:

CHRISTOPHER DAMIEN AURETTA doutorou-se pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, EUA. Lecciona na Universidade NOVA de Lisboa onde organiza seminários em Pensamento Contemporâneo e na área de Ciência e Literatura, focando, sobretudo, exemplos da representação estética da modernidade técnico-científica.

Publicações recentes incluem:
Dez Anos in Portugal, Ensaios, Prosa, Poesia; Álvaro de Campos, Autobiografia de uma Odisseia Moderna; Diário de Bordo, Aspectos do Pensamento Contemporâneo; Pequeno vade-mécum ad loca infecta: para docentes, estudantes e outros mártires (=testemunhas) da modernidade cansados mas ainda capazes de uma ténue esperança; Em torno do cinema, Visualizando a modernidade: narrativas e olhares do ecrã; Cem dias de solidão, Crónicas pedagógicas na Babel contemporânea; Cem dias à sombra da Torre de Babel, Novas crónicas pedagógicas; Em torno do pensar na Torre de Babel do Século XXI (micro-ensaios e afins); Ten Essays; Thinking in Babel (poesia); Elogio do Intervalo, Um docente à janela do século XXI; Cine(gra)mas, Entre a Escrita e o Ecrã e Missivas da Noosfera.

Detalhes:

Ano: 2019
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 132
Formato: 23x16
ISBN: 9789896890254
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