Nicolau Chanterene

Um Insigne Escultor em Évora, 1532-1542




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Autoria: Francisco Bilou

Sinopse:

Mestre Nicolau é também um dos grandes responsáveis pela evolução da Arte portuguesa nas primeiras décadas do século XVI, a qual, partindo de um sólido “gosto nacional” – gótico por tradição, manuelino por invenção –, vai dando lugar aos emergentes sintagmas do classicismo. Com ele, talvez mais do que com qualquer outro artista contemporâneo, a identidade artística portuguesa depura-se consistentemente numa só expressão “ao antigo”, em sintonia com o Renascimento italiano. Donde, o percurso artístico de Chanterene equivaler ao da própria história da Arte portuguesa com passagem obrigatória por Lisboa (Belém), Coimbra, Sintra e Évora. ¶ Felizmente para Évora, o legado artístico de Nicolau Chanterene faz parte da identidade cultural da cidade como o melhor exemplo escultórico da sua “idade de ouro”. Conservar, estudar e promover este património artístico é, pois, tarefa inadiável que se impõe, por igual, aos poderes públicos locais e nacionais, bem como à consciência cívica da cidade. Da mesma cidade, aliás, que ambiciona ser, cinco séculos depois, “Capital Europeia da Cultura”. ¶ Independentemente do sucesso deste desígnio coletivo, antes e para além dele aqui fica, Urbi et Orbi, o justo tributo a Nicolau Chanterene, um insigne escultor em Évora. ******************************************************** “Como Felipe Bigarny, Filipe Hodarte, João de Ruão, Étienne Jamet o el más joven Juan de Juni, el normando Chanterene fue uno de los más importantes y originales escultores que, desde Francia, trabajaron en la Península Ibérica del siglo XVI. Como “modernos a la antigua” no se limitaron a la talla, sino que ejercieron también como architetos de retablos, altares y capillas, revolucionando con su arte desinhibido nuestro Renacimiento. Chanterene fue, además, antes de artífice, una persona pensante, de perfiles humanistas si nos fiamos del brabanzón Nicolas Clenardo, preocupado como era natural por temas religiosos y culturales; “artista inquieto” más que solo “peregrino”, sus inquietudes - biblistas, filosóficas - le acarrearon al final de su vida problemas con la Inquisición que solo, también gracias a Bilou, hoy comenzamos a vislumbrar, en un panorama mucho más complejo, y no por ello menos artístico, de la imagen religiosa en Portugal”. [FERNANDO MARÍAS – Historiador del arte y profesor universitario Universidad Autónoma de Madrid | Departamento de Historia y Teoría del Arte].

Índice:

Com um apurado cinzel

Retornar ao tema, uma justificação necessária

I. Nicolau Chanterene: esboço de vida e obra antes de Évora

II. Um insigne escultor em Évora
Uma Cidade de Corte
Os “sinais antigos” da Ebora romana
A chegada de Nicolau Chanterene a Évora

III. O Paço dos Silveira e a tradição do “Palácio de Sertório”
Antecedentes
O Retábulo da Capela dos Silveira, Condes de Sortelha

IV. A obra de Chanterene no Mosteiro do Paraíso
O espaço religioso e o mecenato de D. Álvaro da Costa
A campanha de obras de 1532-1537
Os pilares do Refeitório, 1533-1534
O Chafariz do Claustro, c. 1535-87
O Túmulo de D. Álvaro da Costa, 1535

V. O Túmulo de Francisco de Melo na Igreja dos Lóios
Algumas notas biográficas sobre Francisco de Melo
O túmulo de Francisco de Melo, c. 1536-37

VI. A obra de Chanterene na Igreja de São Domingos
A igreja dominicana e os dois portais que dela provêm
A capela mor, panteão dos Silveira e dos Sousa
O Portal dos Condes de Sortelha, 1536-37
O Portal dos Condes do Prado, c. 1540

VII. A obra de Chanterene na Igreja da Graça
A Igreja da Graça e respetiva Capela mor
A fachada da Igreja da Graça
Outras dependências monásticas
Os “Meninos da Graça”
O cenotáfio do Bispo D. Afonso de Portugal, 1542
Outras possíveis obras de Chanterene no Mosteiro da Graça

VIII. Nicolau Chanterene e o Aqueduto da Água da Prata, 1536-1539
A obra do Aqueduto da Água da Prata
A caixa de água da Rua Nova, c. 1536
O “Chafariz da Praça Grande” e o mito do “Arco de Triunfo”
A “mãe de água do largo de São Francisco”, c. 1539

IX. Epílogos


*****


AUTOR:

FRANCISCO BILOU (Évora, 1960). É licenciado em História, Ramo Património Cultural (1999) e Mestre em Arqueologia e Ambiente (2009), pela Universidade de Évora. ¶ Depois de uma década ligado à ilustração e ao design gráfico nos quadros da Câmara Municipal de Évora, passou à carreira de Técnico Superior (1999) nas áreas da Educação, Património, Cultura e Turismo, onde exerceu o cargo de chefia. ¶ É actualmente quadro superior do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora. ¶ Dedica o seu tempo livre à investigação histórica, sobretudo à História da Arte do século XVI, que concilia com a sua actividade e primeira formação profissional na área da ilustração e desenho artístico. ¶ É autor de vários livros e artigos sobre história local e de promoção do património cultural alentejano, alguns dos quais ilustrados e destinados ao público infanto-juvenil. ¶ Mantém colaborações regulares com revistas temáticas e generalistas nacionais, de que se destaca a Artis e a Monumentos, e assina uma crónica mensal sobre o património cultural luso-espanhol na revista extremeña Grada.

Detalhes:

Ano: 2020
Capa: capa mole
Tipo: Livro
N. páginas: 186
Formato: 23x16
ISBN: 9789896899028
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