<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ensaio Literário &#8211; Edições Colibri</title>
	<atom:link href="https://edi-colibri.pt/produto-categoria/ensaio-literario/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://edi-colibri.pt</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Jan 2026 16:53:58 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://edi-colibri.pt/wp-content/uploads/2024/05/cropped-logo-32x32.png</url>
	<title>Ensaio Literário &#8211; Edições Colibri</title>
	<link>https://edi-colibri.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Comunidades e Fulgurações na Obra de Maria Gabriela Llansol</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/comunidades-e-fulguracoes-na-obra-de-maria-gabriela-llansol/</link>
					<comments>https://edi-colibri.pt/produto/comunidades-e-fulguracoes-na-obra-de-maria-gabriela-llansol/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 16:10:45 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/?post_type=product&#038;p=10696</guid>

					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

Uma das particularidades da escritora de que aqui nos ocupamos é a sua permanente dissidência relativamente a uma “literatura nacional”. Tendo escrito na Bélgica em português grande parte da sua obra, a autora aproxima a sua escrita da de Kafka que, como ela, escreveu uma “literatura menor” – nos termos de Deleuze (Deleuze 1975) –, no interior de uma tradição alemã à qual não pertencia. Escreveu, como Kafka, em “sobreimpressão”, palavra que cunhou para descrever uma escrita que constrói paisagens belgas sem “raízes” reconhecíveis entre os falantes do português. (...). Por este motivo, a autorreferencialidade do texto llansoliano é mais do que uma dobra reflexiva do texto, é o reconhecimento de uma falta, de um vazio que, a partir de uma ausência de referências culturais comuns a quem escreve e a quem lê, desencadeia o movimento da escrita onde a leitura se inscreve já, como se fosse uma “máquina de emaranhar paisagens” (Helder 1963).

[do “Prefácio”]

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Organização da obra: <span style="font-size: 16px">Patrícia Soares Martins</span></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://edi-colibri.pt/produto/comunidades-e-fulguracoes-na-obra-de-maria-gabriela-llansol/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Manual de Escrita Criativa [5.ª ed]</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/manual-de-escrita-criativa-5-a-ed/</link>
					<comments>https://edi-colibri.pt/produto/manual-de-escrita-criativa-5-a-ed/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Helena Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 17:18:56 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/?post_type=product&#038;p=8478</guid>

					<description><![CDATA[Tem talento para as letras, mas faltam-lhe as técnicas e os exercícios para o desenvolver? Não dispõe de tempo ou paciência para frequentar oficinas de escrita criativa? Então, este livro bem-humorado e prático é para si. Nele, João de Mancelos explica as técnicas fundamentais para escrever um conto, novela ou romance. Propõe ainda alguns exercícios úteis e divertidos, que pode fazer individualmente ou em grupo. Aprenda a recolher ideias, desbloquear a inspiração, gerar suspense, construir uma personagem irresistível, criar uma atmosfera mágica, e muito mais! Manual de Escrita Criativa constitui o livro ideal para autores aprendizes, amantes da leitura, jornalistas, publicitários e formadores de Escrita Criativa.

&#160;

<strong>Nº Páginas: </strong> 84

<strong>Capa:</strong>  mole (16 x 23 cm)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>JOÃO DE MANCELOS nasceu em Coimbra, em 1968. É doutorado em Literatura Norte-Americana e pós-doutorado em Literaturas Comparadas. Lecionou catorze anos na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu. Atualmente, é professor de Escrita Criativa e Guionismo na Universidade de Aveiro, e formador na UnYLeYa. É autor de vários livros de poesia, conto e ensaio, entre os quais Línguas de Fogo, As Fadas não Usam Batom, O que Sentes quando a Chuva Cai, e Introdução à Escrita Criativa. Orientou dezenas de oficinas em escolas, universidades, livrarias e bibliotecas, em Portugal e na Polónia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://edi-colibri.pt/produto/manual-de-escrita-criativa-5-a-ed/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os Labirintos do Mal: Ensaios sobre o ódio na Literatura e no Cinema</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/os-labirintos-do-mal-ensaios-sobre-o-odio-na-literatura-e-no-cinema/</link>
					<comments>https://edi-colibri.pt/produto/os-labirintos-do-mal-ensaios-sobre-o-odio-na-literatura-e-no-cinema/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2024 10:59:54 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/?post_type=product&#038;p=10770</guid>

					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

No universo mais negro das emoções, assoma na Literatura e no Cinema, ou entre a Literatura e o Cinema, como fonte controversa de tensões e conflitos, a emoção que se perde nos seus próprios labirintos, crescendo na sombra, dilacerando equilíbrios e colocando o Homem em diálogo mudo consigo mesmo. No absurdo do extremo, o Ódio manifesta-se e crava na inquietude as incertezas do sentir que a Literatura e o Cinema souberam revelar, vendo-se na palavra e lendo-se na imagem. Este livro, inserido no projeto Estética da Memória e das Emoções, do grupo MORPHE, pretende revisitar esses labirintos, entre o texto e a imagem, como génese independente ou reconfiguração metamórfica, questionando o Ódio e colocando-nos na (des)construção das suas arquiteturas no universo da estética das emoções.

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="section">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<p>Gerd Hammer (PhD, Philipps-Universität Marburg / Alemanha, 1989) é professor do Departmento de Estudos Germanísticos (Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa). É membro do CEComp como parte do projecto Aesthetics of Memory and Emotions.</p>
<p>Luís Cardoso (PhD, Universidade de Coimbra, 2007) é professor do Departamento de Ciências da Linguagem e da Comunicação da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre e é investigador do CEComp.</p>
<p>Teresa Mendes (PhD, Universidade de Lisboa, 2009) é professora do Departamento de Ciências da Linguagem e da Comunicação da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre e é investigadora do CEComp.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://edi-colibri.pt/produto/os-labirintos-do-mal-ensaios-sobre-o-odio-na-literatura-e-no-cinema/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Thinking in Babel</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/thinking-in-babel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:27:10 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/thinking-in-babel/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>The Autobiography of M.</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/the-autobiography-of-m/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:27:07 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/the-autobiography-of-m/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Textos de Fernando Pessoa sobre Arte</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/textos-de-fernando-pessoa-sobre-arte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:27:06 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/textos-de-fernando-pessoa-sobre-arte/</guid>

					<description><![CDATA[Fernando Pessoa é conhecido geralmente como poeta e escritor, mas foi também um grande ensaísta, e nos seus textos de ensaio existem muitos textos sobre arte, que são pouco conhecidos do grande público e mesmo do público académico. Este livro consiste numa antologia dos textos que Fernando Pessoa escreveu especificamente sobre arte, por vezes associados também a algumas reflexões sobre literatura.

Trata-se de uma antologia inédita, dado que é a primeira vez que é publicada uma antologia de textos de Fernando Pessoa focada no tema da arte. Organizámos esses textos através de diversos capítulos: a divisão e a classificação das artes, a definição e a caracterização da arte, a finalidade e o valor da arte, a psicologia da arte, a sociologia da arte, a crítica de arte, o artista, a genialidade, a celebridade, a arte e a moral, as escolas e correntes artísticas.

Este livro contém também algumas das muitas obras do artista plástico António Canau, por um lado como exemplificação de obras de arte, e por outro devido ao facto de haver neste artista relações com a obra de Fernando Pessoa, nomeadamente as figuras de animais antropomórficos, ou de seres humanos animais, que se relacionam com a tese de Fernando Pessoa sobre a organicidade da obra de arte, comparando-a a um animal.

Há também em António Canau uma forte ligação aos mitos, ao oculto e à Grécia antiga, como em Fernando Pessoa. Com as obras de arte de António Canau somos conduzidos a uma espécie de cosmogonia, a uma evocação de um passado ancestral mágico, a uma espécie de regresso às origens do Homem, telúricas e culturais.

Outra característica a salientar em António Canau, relacionando-a com Fernando Pessoa, é a ligação da metamorfose, que é central na obra de António Canau, com a heteronímia, que é central na obra de Fernando Pessoa. A palavra <i>metamorfose</i>, em sentido figurado significa: alteração da personalidade, da identidade e do modo de pensar. Ora, a metamorfose, na obra artística de António Canau, é uma forma de despersonalização, e por outro lado a despersonalização, nos heterónimos de Fernando Pessoa, é uma forma de metamorfose.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Autores: Victor Correia e António Canau.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Victor Correia frequentou a Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma – formação em Filosofia. Frequentou também o curso de piano, durante alguns anos, na Escola de Música de São Teotónio, em Coimbra. Licenciado e pós-graduado em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Mestre em Estética e Filosofia da Arte, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – formações obtidas antes do Processo de Bolonha. Doutorado em Filosofia Política e Jurídica, pela Universidade da Sorbonne, em Paris. Pós-doutorado em Ética e Filosofia Política, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Tem exercido funções de docência na sua área de formação, além de organizar e apresentar comunicações em várias conferências. É membro de algumas associações científicas e culturais. Publicou livros e artigos em jornais e revistas, nacionais e internacionais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Teixeira de Pascoaes &#8211; Volume 2 A Arte de ser Português e a Renascença Portuguesa</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/teixeira-de-pascoaes-volume-ii/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:25:55 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/teixeira-de-pascoaes-volume-ii/</guid>

					<description><![CDATA[Encontramos no profícuo ano de 1915 a germinação e estruturação de um manancial de possibilidades literárias, filosóficas e artísticas que serão incrementadas ao longo de todo o século XX. Nesse mesmo ano, é publicada a obra de Teixeira de Pascoaes, intitulada Arte de Ser Português, a par, ainda da publicação da Revista <i>Orpheu</i>, instauradora da capital e vibrátil instauração do modernismo português, pelas figuras de relevo de Fernando Pessoa, Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro.

É assim que ao celebrar o centenário da publicação da obra supracitada de Pascoaes, se torna imperativo repensar criticamente as controvérsias entre o racionalismo / positivismo, bem como resgatar a forte presença de Teixeira de Pascoaes, junto dos seus pares e cultores. Duas perguntas, de índole distinta, se impõem a Pascoaes: Como pode a Arte de Português ser coetânea da publicação da revista Orpheu? Como pode a Arte de Português acompanhar o inferno a arder que é o pensamento de Pascoaes? A par destas outras interrogações nascem outras, consequentes: Como pode o leitor compreender a feitura desta obra, depois de ler e penetrar a intimidade do seu universo, contendo as mais altas e inquietantes reflexões? Como trabalhar esta obra face às que a antecederam e às que sobreviriam?]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Coordenação Geral: Sofia A. Carvalho</p>
<p>Coordenação Científica: Annabela Rita e José Eduardo Franco</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Outras Margens – Ensaios de Literatura Brasileira, Angolana, Moçambicana e Caboverdiana</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/outras-margens-ensaios-de-literatura-brasileira-angolana-moc%cc%a7ambicana-e-caboverdiana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:09:50 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/outras-margens-ensaios-de-literatura-brasileira-angolana-moc%cc%a7ambicana-e-caboverdiana/</guid>

					<description><![CDATA[<i>Outras Margens</i> reúne uma série de ensaios sobre as literaturas brasileira, angolana, moçambicana e caboverdiana. Publicados precedentemente em Itália, analisam aspectos e lançam um olhar, porventura inédito, sobre a obra de figuras significativas daquelas áreas culturais: Jorge Amado, Jorge de Lima, João Cabral de Melo Neto, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Luandino Vieira ou José Craveirinha, entre outros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Manuel G. Simões nasceu em Jamprestes – Ferreira do Zêzere, em 1933. Poeta e ensaísta. Foi um dos fundadores da coleção (depois editora) <i>&#8220;Nova Realidade&#8221;</i> (1966) e pertenceu à redação da revista <i>&#8220;Vértice&#8221;</i> (1.ª série) entre 1967 e 1969. Professor do Ensino Secundário (1969-1971) na extinta Escola Veiga Beirão, viveu a seguir em Itália de 1971 a 2003, país onde foi inicialmente Leitor de Português nas Universidades de Bari e de Veneza, e, depois, professor associado na Universidade &#8220;Ca&#8217; Foscari&#8221; de Veneza (1975-2001), tendo sido igualmente professor de língua e literatura portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Florença entre 1986 e 1989. Foi um dos fundadores, em 1978, da revista <i>&#8220;Rassegna Iberistica&#8221;</i> (Veneza), a cuja redação pertenceu até 2012.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Marinheiro de Fernando Pessoa &#8211; Heranças Clássicas no Drama Estático</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/o-marinheiro-de-fernando-pessoa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:08:08 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/o-marinheiro-de-fernando-pessoa/</guid>

					<description><![CDATA[Toda pátria, hoje sei, é também uma espécie disfarçada de argonauta. Como todo navio hasteia pelas vagas o sabor pátrio da sua bandeira. Como Odisseu não cessou de buscar regresso até sua Ítaca; como Eneias errou pelos mares até cumprir seu destino de fundar como Roma sua nova Tróia; como Vasco da Gama navegou para além da Taprobana que era o limite conhecido também das nossas almas; como o marinheiro da peça de Pessoa é modo de recriação onírica de uma nação em vias de se refundar, por sermos todos, ante a perspectiva da morte, pátrias inteiras sempre em busca de ressurreição na esperança baldada de compreender algo sobre o porquê de cá estarmos antes do naufrágio; como cruzei anônimo o Atlântico, também em busca de orientes, na terra de Amália - que também esta cumpriu Portugal, não num idealizado Quinto Império, mas na sua maneira concreta e eterna de fundir à voz o sentir profundo do seu povo, <i>que lava no rio</i>.

Povo do qual Camões e Pessoa fazem parte soberanamente. E também lavam. Assim como a cada renascimento de nós, pomo-nos a velar nossos simbolismos já defuntos, e a velejar por pátrias totalmente reinauguradas após ganharmos e perdermos guerras - assim também se deu este livro. Sair do meu país para achar cá também a minha raiz é o mesmo que navegar do estatismo para o centro tectônico do movimento. 1755 particular. Do acomodado para o felizmente incomodado que me abala a cada dia as certezas e treina, com sismos, meu eixo de equilíbrio.

Pelos conceitos de drama e páthos, tragicidade clássica e moderna, estático e extático e pela tensão vibrante gerada pela inevitabilidade de perguntas irrespondíveis - perguntas sagradamente malditas do Homem desde que sua consciência de si próprio fê-lo digno desse estatuto -, pude mergulhar como em tempos sonhava ter ensejo de fazer na homérica e <i>supracamoniana</i> obra desta pedra de Lisboa que foi e segue sendo Fernando Pessoa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago Sogayar Bechara (1987-). Brasileiro de nascença e lisboeta de alma, Thiago estreou-se em livro aos quinze anos e esta é sua 13.ª &#8220;obra-solo&#8221;. Trafegando por distintos géneros, lançou em 2018 o livro-catálogo de fotos e poemas Portugal: à luz das origens que integrou a exposição fotográfica itinerante fomentada pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Jornalista Cultural, foi apresentador e assessor de imprensa; é Mestre em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a tese <i>O Marinheiro de Fernando Pessoa</i>, e doutorando em Estudos Portugueses e Românicos pela mesma instituição, com investigação sobre as marcas clássicas e trágicas na lírica do Fado, além de cantá-lo em retiros típicos amadoramente, tendo privado da amizade de personalidades como a fadista Celeste Rodrigues, para quem compôs a convite da própria. Em 2014, integrou o grupo de investigações dramatúrgicas fundado pela atriz brasileira Regina Duarte, e em 2015 falou mais alto seu amor por Lisboa, onde vive desde então. [www.thiagobechara.com.br]</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Livro dos Dias Contados</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/o-livro-dos-dias-contados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:08:07 +0000</pubDate>
				<guid isPermaLink="false">https://edi-colibri.pt/produto/o-livro-dos-dias-contados/</guid>

					<description><![CDATA[]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
