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	<title>Guerra Colonial &#8211; Edições Colibri</title>
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	<title>Guerra Colonial &#8211; Edições Colibri</title>
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		<title>Da Primavera ao Outono</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 17:25:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
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<div class="column">

A espera continua, ninguém arreda pé, a tarde vai-se iniciando e penso na possibilidade de conseguir levar a Fátima a comer alguma coisa ao bar. Ela precisa de se alimentar. Após uma recusa inicial e com a ajuda do Agostinho e do Jorge, consigo levá-la, amparando o seu corpo, hoje frágil, até ao bar do hospital, que fica próximo. Muito a custo, consigo convencê-la a comer uma torrada e a beber um chá bem quente. Pela televisão, vão passando em alta voz, para que ninguém deixe de ouvir, as notícias do dia. Duas bombas em Chaves, uma numa fábrica de cerâmica e outra no posto retransmissor da Emissora Nacional, que ficou destruído, e outra na casa de um dirigente do MDP, em Viseu. Surge igualmente a informação de que o PCP continua empenhado numa solução negociada para a grave crise que atravessamos e que solicitou através do seu líder, Álvaro Cunhal, uma audiência ao Presidente Costa Gomes, a fim de lhe transmitir, de viva voz, que ao contrário do que querem fazer passar muitos jornais e lideres políticos, o PCP não está envolvido nem se envolverá em qualquer iniciativa ou confronto militar, insistindo que a solução para os graves problemas que atravessamos, tem de ser política e obtida por meios pacíficos.

Ouço as notícias, lá bem longe, entendo-as, mas nenhuma reacção me suscitam... Não consigo... Os meus pensamentos estão com a Marta e não quero admitir, por um segundo que seja, que poderei não mais a ter nos meus braços...

***

A ânsia por novidades alimenta-nos e não se pensa sequer em ir à messe para as refeições. Umas cervejas geladas vão-nos revigorando, pois ninguém pretende estar afastado, ainda que por breves minutos, do local de onde poderão surgir as novidades. Mas, compreensivelmente, o dia vai já longo e as novidades escasseiam...

Até que ao fim do dia, já a noite se insinua dominadora, nos surge a notícia bem fresca, via RCP – Rádio Clube Português – que o poder foi entregue pelo MFA – Movimento das Forças Armadas – a uma Junta de Salvação Nacional, composta pelos seguintes elementos: Generais António Spínola, Costa Gomes e Silvério Marques, do Exército, Galvão de Melo e Diogo Neto, da Força Aérea e Almirantes Pinheiro de Azevedo e Rosa Coutinho, da Marinha. Que dizer?...

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Autor: José Alberto Neves<span style="font-size: 16px"> nasceu em Oliveira do Bairro em Novembro de 1951. É Licenciado em Auditoria, Pós-Graduado em Relações Internacionais, Mestre em Direito, com Especialização em Ciências Jurídico-Políticas, Mestre em Relações Internacionais e Diplomacia com Especialização em Diplomacia Política e Doutorando em Ciência Política e Relações Internacionais. Gestor de Empresas, Professor dos Ensinos Secundário e Superior, Dirigente Associativo e Piloto de aviões. Tem publicados os livros Catalunha – Questão Política ou Questão Jurídica?, nas Edições Sílabo, Do Inverno à Primavera e O Conflito Israelo-Árabe Século XX – Esperança e descrença, nas Edições Colibri.</span></p>
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		<title>Memórias da Guerra Colonial – na Lunda da Diamang e dos Quiocos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 15:12:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

Ao falarmos sobre a situação no norte de Angola, que nesta altura é o principal teatro de guerra, e dizendo-lhe eu das dificuldades em conseguir desalojar e prender os elementos de uma guerrilha, até porque conhecem melhor o terreno e nele se escondem, disse-me convictamente: – Temos hoje em dia as possibilidades técnicas de traçar no terreno zonas de extermínio, nas quais sistematicamente se poderá fazer um desbaste de toda a vegetação. Isto levará a descobrir todos os terroristas refugiados nas matas, que deverão ser pura e simplesmente eliminados!

***

Em 2007 ao dar à estampa as minhas memórias da estadia em Angola como combatente das tropas que para ali iam, prometi escrever sobre o que se passara na segunda parte dessa, como se dizia, missão de soberania, em local de descanso. Infelizmente passaram todos estes anos e penitencio-me por esta minha grande falta.

No decorrer da leitura das “memórias” que aqui deixo, julgo transmitira enorme riqueza que me foi oferecida com esta estadia em descanso militar na zona da Lunda dos Diamantes. Também me foi possível transmitir aos soldados mais próximos de mim a iniquidade da guerra em que fôramos obrigados a participar nos meses anteriores lá pelo Zemba, Mucondo, Maria Fernanda... Passados todos estes anos, muitos de nós entenderam que da nossa parte, da nossa entrega, não houve resultados heróicos antes a necessidade de um esquecimento modesto e silencioso.

&#160;

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="section">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<p>Nuno Roque da Silveira nasceu na Chibia, Angola, em 1940. Fez os seus estudos primários e secundários em Lisboa, Barreiro, Algueirão e Lourenço Marques (hoje Maputo). Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ainda pensou voltar à sua terra e exercer a preparação obtida com estudos em Ciências Sociais e em Política Ultramarina, mas acabou por fazer uma pós-graduação em Administração Hospitalar, tendo cumprido a maior parte da sua vida profissional como administrador hospitalar. Anteriormente ainda tinha trabalhado numa firma alemã de Dusseldórfia, acompanhando jornalistas, escritores e cientistas alemães, suíços e austríacos em visitas pormenorizadas a todas as regiões das então colónias de Angola e Moçambique. Publicou, nesta editora, Um outro lado da guerra, Zemba, Angola (1963-1964) e Lourenço Marques, Acerto de contas com o passado (1951-1965). Desde 2007 faz trabalho de campo na Feira da Ladra.</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Um Outro Lado da Guerra. Zemba Angola 1963-1964 [2.ª Ed.]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 15:03:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

Estas memórias que passo agora ao papel, perseguem-me há quarenta anos. Julgo estar em condições de poder afirmar, que numa vida que já vai a caminho dos setenta, um curto espaço de tempo de participação numa guerra em Angola, na companhia de todos a que me juntei naquele Batalhão de Caçadores nº 532, foi a experiência que mais me marcou ao longo destes anos. E não me esqueço que pertenço a uma das felizes gerações que viveu a alegria única e sublime da revolução do 25 de Abril de 1974. Diz-me a minha mulher que o papel é paciente e permite que qualquer um escreva o que lhe apetece. Podem na verdade estas páginas de que me liberto, não merecerem o interesse que lhes atribuo, mas mesmo com essa dúvida estou feliz por o fazer.

***

De novo a coluna militar avançava nas suas rodas, em picada estreita, e em cada viatura cada um de nós ignorava o que se passava à frente ou atrás e dos lados, a floresta abraçava-nos, comprimia-nos, podíamos colher ramos e afastar os que tolhiam a vista. Senti-me receoso pois sabia que qualquer inimigo que se escondesse nessa mesma floresta me poderia tirar o quico da cabeça, dar-me uma catanada, entregar-me uma granada despoletada, ou até pregar-me um tremendo susto com um grito ou com uma risada.

&#160;

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="section">
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<div class="column">
<p>Nuno Roque da Silveira nasceu na Chibia, Angola, em 1940. Fez os seus estudos primários e secundários em Lisboa, Barreiro, Algueirão e Lourenço Marques (hoje Maputo). Licenciado pela Universidade Técnica de Lisboa, ainda pensou voltar à sua terra e exercer a preparação obtida com estudos em Ciências Sociais e em Política Ultramarina, mas acabou por fazer uma pós-graduação em Administração Hospitalar, tendo cumprido a maior parte da sua vida profissional como administrador hospitalar. Anteriormente ainda tinha trabalhado numa firma alemã de Dusseldórfia, acompanhando jornalistas, escritores e cientistas alemães, suíços e austríacos em visitas pormenorizadas a todas as regiões das então colónias de Angola e Moçambique.</p>
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		<title>Nobres Povo&#8230; ou O Magnífico pelotão chamado Que es adof</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jan 2025 14:42:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

AEROGRAMA não enviado pelo alferes Quim Ferro – Norte de Angola – 1965 (escrito em letra muito miudinha, para caber)
A nossa guerra é feita por jovens civis, quer dizer militares de ocasião, tecnicamente mal preparados, pontaria zero. A boa preparação que existe é aquela que é intrínseca ao camponês, que é a maioria dos nossos soldados de combate: aguentam toda a carga que lhes ponham nas costas, não refilam, suportam qualquer condição de terreno por mais dura que seja, desertos extensos de capim seco sob sol inclemente, furar caminho pelas paredes verdes da floresta virgem, dormir molhados, adormecer em cima de cascalho ou de troncos nodosos, levar com trovoada, chuva torrencial, formigas carnívoras, matacanhas que se enfiam pelas unhas dentro. Nisso somos os melhores do mundo.

* **

“... bem vejo que isto afecta a disciplina, começa a haver fome e sede e, o pior, medo. Estes quarenta gajos olham-me e olham-me, à espera. Não posso, não sou capaz de dizer: Eh pá! ‘tô perdido, sou tanto tropa como vocês, bardamerda!”

“Começa então o imenso berreiro, um estrondo pavoroso e continuado, as explosões ensurdecem e rasgam-se em estilhaços a procurar a carne no meio da tropa. De seguida, sem parança, irrompe a metralha, devastadora, que mais se vê do que se ouve, que grita a morte nos olhos dos que não se conseguem levantar do chão.”

Número de páginas: 178

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<p>Eduardo Palaio – Em 1980, começou pela literatura infantil com o livro “Pinta-o às Bolinhas Azuis” (Edit. Plátano).<br />
Em 2010 foi galardoado com o Prémio Nacional do Conto Manuel da Fonseca que voltou a ganhar na recente edição de 2024, em 2011 recebeu o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores. Teve ainda distinguidos vários trabalhos na área do conto e da literatura juvenil.</p>
<p>Últimos trabalhos publicados: “A Peregrinacão de Artur Vilar” (Edit. Miosótis); “Caixa Baixa” (Edit. Colibri); “Os Dez de Tanger” (Edit. Clube do Autor); “A Despedida” (Edit. Colibri) e “Tipografia, Narrativas de uma Arte Universal” (Edit. Colibri).</p>
<p>Natural do Seixal, dedica-se ainda a artes gráficas, com relevo para o desenho, ilustração, a pintura e o mural, tendo começado pelo cartoon na antiga revista “Mundo Ri” da direcção de José Vilhena.</p>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Viagem de um Capitão de Abril</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2024 17:15:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

Todos os livros colocam a questão porque escrevemos. George Orwell listou quatro motivos, o egoísmo, o entusiasmo estético, o impulso histórico, a intervenção política. José Saramago justificou que “escrevemos porque não queremos morrer. É esta a razão profunda do ato de escrever.” Patrick Modiano considera que escrevemos porque existe qualquer coisa dentro de nós que fermenta, que germina e temos que a enfrentar através das palavras. “Escrevemos para guardar uma memória e transmiti- la. Escrevemos para testemunhar.” Todas estas motivações se encontram no livro Viagem de um Capitão de Abril, de Aniceto Afonso. Podemos considerar que escrever sobre si é uma forma de renascer e de fazer renascer aqueles que amamos. Também são renascimentos que o livro de Aniceto Afonso nos expõe. E aqui entramos no labirinto interior de cada um de nós: Porque escrevemos o que escrevemos?”

[Carlos de Matos Gomes (Prefácio)]

&#160;

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aniceto Afonso é coronel do Exército, na situação de Reforma. Natural de Vinhais, fez comis­sões militares em Angola (1969-1971) e em Moçambique (1973-1975). Foi membro do Movimento dos Capitães em Moçambique e integrou a Comissão Coordenadora do Movimento das Forças Armadas neste territó­rio desde o 25 de Abril até à independência, em 25 de junho de 1975.</p>
<p>Concluiu a licenciatura em História em 1980 e o mestrado em História Contempo­rânea de Portugal em 1990, na Faculdade de Letras de Lisboa. É sócio fundador da As­sociação 25 de Abril, membro da Comissão Portuguesa de História Militar e investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa.</p>
<p>Tem publicado artigos e livros relacionados com a Grande Guerra e a Guerra Colonial, sendo de destacar uma memória sobre o pe­ríodo anterior ao 25 de Abril em Moçambi­que (<em>O Meu Avô Africano</em>, Lisboa, Casa das Letras, 2009), que estabelece ligação com o livro que agora se apresenta, <em>O MFA em Mo­çambique – do 25 de Abril à Independência</em>.</p>
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		<title>Memórias de um Prisioneiro – na Guerra Colonial (Guiné Bissau/Guiné Conacri, 1967-1970) [2.ª ed.]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Helena Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 10:46:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O presente livro parte da experiência de um militar português, António Júlio Rosa, na altura alferes do Exército que, tendo sido feito prisioneiro a 3 de Fevereiro de 1968, remete o seu relato para um período entre Janeiro de 1967 e o fim de Dezembro de 1970, conforme palavras suas. Contudo, o período relevante terá sido entre o dia em que foi feito prisioneiro pelas milícias do PAIGC e o dia 22 de Novembro de 1970, em que foi libertado da prisão La Montaigne, como resultado de uma acção realizada por um grupo de assalto de fuzileiros especiais da Marinha portuguesa sob o comando do signatário.

É uma obra que, à maneira de um diário, segue o fio dos dias e contrapõe permanentemente a situação deixada e a encontrada naqueles dias de cativeiro. Não pretende ser, exclusivamente, uma composição literária consistindo acima de tudo na anotação de factos vividos entre o sofrimento profundo fundado na “angústia, tristeza, nervosismo, rancor, medo e a alegria por ter sobrevivido e cumprido, dignamente, a sua função de cidadão”, uma vez mais de acordo com palavras suas.
<p style="text-align: right">RAUL CUNHA E SILVA (CMG FZ Ref.)</p>
<p style="text-align: center">* * *</p>
Não afirmo que, ao escrever este livro, esteja a recordar alguma faceta ambicionada da minha vida, já que foram quatro anos dum viver acabrunhado pelo desespero de não mais ser lembrado por quem me levara a uma guerra que nunca desejei. É um livro que escrevo a partir do que a memória guardou para dá-lo a conhecer aos meus contemporâneos e vindouros...

Os factos que vou apresentar reportam-se ao período compreendido entre Janeiro de 1967 e o final de Dezembro de 1970. São relatos baseados na memória, mas tentarei ser o mais preciso possível. Em “MEMÓRIAS DE UM PRISIONEIRO NA GUERRA COLONIAL” quero, sobretudo, transmitir à juventude o modo de pensar e sentir dum jovem de vinte anos, que após concluir o curso liceal se viu obrigado a cumprir o serviço militar, para poder encontrar um trabalho digno e uma vida futura minimamente estável.

Ao escrever, o meu estado de espírito foi passando pelas diferentes situações anteriormente vividas: angústia, tristeza, nervosismo, incerteza, rancor, medo e alegria por ter sobrevivido e cumprido, dignamente, a minha função de cidadão!...
O Autor

&#160;

<strong>Nº Páginas: </strong> 172

<strong>Capa:</strong>  mole (16x23)]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>António Júlio Rosa natural de Abrunhosa-a-Velha, povoação do concelho de Mangualde e distrito de Viseu, nasceu no dia 11 de maio de 1946.</p>
<p>Chegada a idade militar, seguiu para Mafra, onde frequentou o Curso de Oficiais Milicianos. Após o Juramento de Bandeira, entrou na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas. Aqui tirou a especialidade de atirador de Artilharia.</p>
<p>Em 10 de dezembro de 1967, embarcou no semicargueiro, Alfredo da Silva, rumo à Guiné&#8211;Bissau. Desembarcou no dia 20 de dezembro de 1967.</p>
<p>Na madrugada do dia 3 de janeiro de 1968 passou a prisioneiro-de-guerra e levado para a Guiné-Conacri.</p>
<p>Na Guiné-Conacri permaneceu um longo e doloroso cativeiro, até 21 de novembro de 1970. Nesta noite, um grupo de fuzileiros comandado pelo Sr. Comandante Cunha e Silva que integravam a “Operação Mar Verde” concebida pelo Sr. Comandante Alpoim Calvão, (já falecido), restituiu os prisioneiros à liberdade.</p>
<p>Antes de escrever o livro nunca se referia ao cativeiro, mesmo em conversa com os familiares ou amigos. O trauma jazia na sua mente… Em janeiro de 2000, decidiu finalmente escrever o livro: “Memórias de um Prisioneiro de Guerra”. Foi a libertação dos problemas psicológicos que o atormentavam…</p>
<p>Faleceu no dia 6 de abril de 2019, em Lisboa.</p>
<p style="text-align: right">MARIA DE LOURDES ROSA</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Um Ranger na Guerra Colonial – Guiné Bissau 1973-1974 – Memórias de GABU</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/um-ranger-na-guerra-colonial-2-a-ed/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:29:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

A guerra colonial (1961/75) terá sido possivelmente o acontecimento mais marcante da sociedade portuguesa do Séc. XX. Foi-o, pelo menos, para a nossa geração, a minha e a do José Saúde. Estamos a falar de mais de um milhão de combatentes, portugueses, mas também guineenses, angolanos e moçambicanos (que estiveram de um lado e do outro da “barricada”). O seu desfecho levou não só à restauração da democracia em Portugal, com o 25 de Abril de 1974, mas também ao desmantelamento dum império colonial que verdadeiramente nunca chegou a sê-lo, e ao nascimento de novos estados lusófonos, a começar pela Guiné-Bissau, mais de cento e cinquenta anos depois da independência do Brasil (em 1822).

Em contrapartida, não creio que Portugal, meio século depois, tenha feito ainda o balanço (global) de uma guerra que, contrariamente a outras no passado (por ex., invasões napoleónicas e guerras civis no Séc. XIX), se passou a muitos milhares de quilómetros de distância da Pátria, na África tropical. Portugal nunca fez o luto da guerra colonial (ou está agora a fazê-lo, lenta, tardia e patologicamente).
[Luís Graça – fundador e editor do blogue ‘luís graça &#38; camaradas da guiné’]

***

Falava-se da Guiné como o diabo foge da cruz. A guerra naquela província do Ultramar era terrível. Traçavam-se cenários mórbidos. A rapaziada comentava e a mensagem passava de boca em boca. Mas o destino contemplou-me e eu, tal como grande parte dos rapazes desses tempos, não fugi a esse fim. Fui e voltei tal como parti, restando resquícios de histórias que contemporizam o meu calendário de vida.
Camaradas houve, e foram muitos, que já não usufruem, infelizmente, do prazer de partilhar momentos de convívio e narrar as suas histórias de vida. Uns, morreram em combate na densidade de um mato cerrado; outros, faleceram numa emboscada; outros, encontraram a morte em ataques aos quartéis; outros, fecharam definitivamente os olhos em famigerados rebentamentos de minas anticarro e antipessoal e, ainda, há aqueles que morreram em momentos de pura infelicidade. Desastres com viaturas militares ou armas de fogo, carimbaram o seu derradeiro fim. [José Saúde]

&#160;

Número de páginas: 220

1.ª edição: Novembro de 2019

2.ª edição: Fevereiro de 2023

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										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
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<div class="column">
<p>José Saúde nasceu em Aldeia Nova de São Bento no dia 23 de novembro de 1950, todavia, o seu registo oficial de nascimento reporta-se a 23 de janeiro de 1951. Desportivamente, iniciou a sua carreira futebolística no Despertar Sporting Clube e aos 16 anos ingressou no Sporting Clube de Portugal. Como jogador sénior representou o Desportivo de Beja, o FC Serpa e em 1974 foi um dos grandes impulsionadores do futebol de competição na Aldeia Nova de São Bento ao reativar a atividade no Clube Atlético Aldenovense.</p>
<p>Iniciou-se no jornalismo com o jornal desportivo “O ÁS”, em Beja, sendo, a partir de 2000, seu diretor e assumindo também o comando do pelouro desportivo da Rádio Voz da Planície durante 11 anos. A nível nacional foi colaborador do jornal “A BOLA” e no JN &#8211; Jornal de Notícias na área desportiva.</p>
<p>Em 2006 estreou-se na TV Beja (televisão por internet), sendo responsável pela área desportiva e em agosto de 2008 integrou o Departamento Desportivo do Diário do Alentejo, órgão no qual se mantém como colaborador.<br />
Em maio de 2009 foi galardoado pela Câmara Municipal de Beja com o Diploma de Medalhas e Insígnias Municipais – Mérito Grau “Prata” – e em junho de 2015 foi distinguido com o Diploma de Sócio Honorário da Associação de Futebol de Beja.</p>
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		<title>O Amor e a Guerra Colonial &#8211; &#8220;Escreve-me cartas bonitas” – Cabinda, Angola 1973-1975</title>
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		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:07:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante dois anos e meio, entre outubro de 1972 e o meu regresso da guerra colonial em Angola, em março de 1975, mantive uma comunicação epistolográfica regular e quase diária, por carta e aerogramas com a Celina, então minha noiva e hoje minha mulher, mãe dos nossos filhos e avó dos nossos netos, que, à época, estudava em Coimbra.

Nesse período, escrevemos um ao outro cerca de 1100 cartas e aerogramas (mais aerogramas do que cartas), relatando o dia-a-dia de cada um de nós: a Celina em Coimbra e eu nos quartéis e aquartelamentos por onde ia passando, cá e em Angola.

Foi esta correspondência e o que nela vem escrito que me permitiu reproduzir, aqui e agora, com verdade e intenso realismo, o conteúdo de alguma dessa correspondência, fazendo simultaneamente o seu enquadramento temporal, factual e circunstancial, nos planos pessoal, social, militar e político do Portugal da primeira metade da década de 70 do século passado.

Número de páginas: 238

&#160;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Armando França Rodrigues Alves (Esmoriz, Ovar, 1949). Fez o serviço militar obrigatório entre outubro de 1972 e março de 1975. É licenciado em Direito e Pós-Graduado pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. É advogado e foi professor, diretor do <i>Semanário Aveirense Litoral</i>, Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Deputado na AR na X Legislatura, Deputado Europeu e Diretor Regional de Economia do Centro. Integrou, entre outros, o Conselho Económico Social, o Conselho Superior do Desporto e a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos. Escreve com alguma regularidade para jornais e revistas e participa em iniciativas cívicas e de intervenção social. Foi e é dirigente associativo. Casado com Celina França, pai e avô.</p>
<p>Maria Celina Capão Lourenço França Alves (Palhaça, Olª do Bairro, 1952). Licenciada em Serviço Social. Foi Assistente Social no Hospital Distrital de Aveiro, coordenadora distrital do <i>Projeto Vida</i>, do IPDT e diretora do Centro de Respostas Integradas de Aveiro, hoje aposentada. Casada com Armando França, mãe de 3 filhos e avó de 6 netos.</p>
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		<title>Memórias de um Prisioneiro</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/memorias-de-um-prisioneiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:02:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>Memórias de um Desertor &#8211; De Aljustrel a Bruxelas via Penamacor</title>
		<link>https://edi-colibri.pt/produto/memorias-de-um-desertor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[SergioNeves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Mar 2024 01:02:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="layoutArea">
<div class="column">

Esta obra de Sérgio Palma Brito é um singular testemunho de memória, importante. Um contributo para a história da nossa terra durante os anos da ditadura impressivo. Também um olhar curioso sobre a nossa imigração política e o exílio. Sempre na primeira pessoa do singular mas sem egocentrismo. Sobre um percurso pessoal rico. Que começa com a infância, e juventude, em Aljustrel. Onde desperta, como nos conta de forma saborosa, a sua consciência social, solidária. Raiz depois da sua militância política no PCP. Corajosa e audaz como não poderia deixar de ser durante esses anos de chumbo. (...)

Incorporado pela PIDE na Companhia Disciplinar de Penamacor, de onde depois desertará, o relato memória de Sérgio Palma Brito coloca, para além do fascinante interesse de algumas histórias contadas, questões sobre as quais importa reflectir. E também sobre as quais faltam outros testemunhos reflexões. A ver, a colaboração entre militares e órgãos repressivos da ditadura nomeadamente a PIDE. E a questão da deserção de uma guerra colonial, estúpida, injusta, criminosa. A deserção que é então, faço questão de o sublinhar, um acto de grande coragem e audácia. Por maioria de razão de Penamacor.

[João Barroso Soares]

</div>
</div>
</div>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="page" title="Page 1">
<div class="section">
<div class="layoutArea">
<div class="column">
<p>Sérgio Palma Brito nasce em Aljustrel em 1944. Em 1961, adere ao Parti- do Comunista e é caloiro do IST. Eleito dirigente associativo na AEIST, é expulso do IST em 1964 e denunciado à PIDE. Incorporado na 1.a Companhia Disciplinar em 1965, deserta e exila-se na Bélgica. Aí estuda e faz carreira a que renuncia para voltar a Portugal (1977). É gestor de empresas de turismo até ser Diretor Geral da Confederação de Turismo. Entre outros, é autor de Notas Sobre a Evolução do Viajar e Formação do Turismo, Território e Turismo no Algarve, Direção Geral do Turismo – Contributos para a sua história e Albufeira – Formação e futuro do turismo (a publicar em 2020).</p>
<p>É Comendador da Ordem do Mérito Agrícola, Comercial e Industrial (Classe de Mérito Comercial) e Medalha de Mérito Turístico (Grau Prata).</p>
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