A fascinação que se desprende desta Mulher singular, uma das maiores, mais influentes e mais temidas figuras políticas do século XV português. levou-nos a voltar ao seu convívio. Na esteira dos seus passos, reencontrámos a Duquesa D. Brites nos múltiplos papéis que desempenhou: de pedra angular em que se afirmou um trono, embalado na Casa de Beja; de estratega que dialogava ou confrontava monarcas; de governadora de uma corte, que se assumia como alternativa à Casa Real; de gestora de um vasto património, que se alongava pelo Oceano; de arquitecta e cuidadora, até ao fim dos tempos, da memória da sua Família. Na aurora, dos novos tempos, que se avizinhavam, a Infanta-Duquesa inscrevia-se já no Renascimento.
Personalidade interveniente e marcante na sociedade do seu tempo, a Infanta D. Brites, duquesa de Beja e duquesa de Viseu, cumpriu os secretos desejos de seus ancestrais. Com persistência, sagacidade e segurança alcandorou a sua linhagem ao mais alto grau da Nobreza: o Venturoso seu filho D. Manuel subira os degraus do trono de Portugal. A Duquesa revestia-se com mais um título, o de Rainha-Mãe.






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