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Bandoleiros e Contrabandistas na Serra da Contenda

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O contrabando, ao longo da história, como já vimos, passou por diferentes vi­cissitudes marcadas pelas necessidades de cada época; assim, em tempos pre­téritos, contrabandeava-se com gado, vinhos, especiarias, até mesmo com es­cravos. Depois da guerra civil, ante a es­cassez e enorme procura de todo o tipo de produtos de primeira necessidade, con­trabandeou-se com café, farinha, pães, tecidos, sabão, etc., mercadorias fáceis de carregar, de baixo custo de compra e de fácil saída no mercado, dada a falta de produtos básicos. Passou-se do con­trabando lucrativo de séculos anteriores a um contrabando de subsistência.

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“O Antonio por entre as linhas, e as cordas que também são os escritos dá-nos um retrato socio-antropológico único dos nossos povos raianos, forjados sem pátria, moldados entre pátrias, juntos contra os poderes e unidos no contrabando.

Na Raia, pela raia os contrabandistas, os bandoleiros, irão, graças hoje ao Antonio Chamizó continuar por este livro a bambolear-se, de um lado para o outro.”

António Eloy

REF: 9789895666485 Categorias: ,

Antonio Rodríguez Guillén (Aroche 1952), investigador, documentalista e autor de “Bandoleros y Contrabandistas en la Sierra de la Contienda”, com 4 edições em espanhol e agora a 1.a em português.

Este é um estudo da fronteira hispano-lusa ao longo da história e do fenómeno do contrabando a partir do século XVIII, com dois capítulos dedicados à presença do bandoleiro Diego Corriente em Barrancos e à detenção do poeta Miguel Hernández em Moura.

O Antonio Rodríguez Guillén (Chamizó) é também fundador das Jornadas do Património da Serra, colaborador de revistas especializadas, de documentários e debates em televisões e rádios espanholas e portuguesas. Coordenador da Área de Genealogia Onubense. Vice-presidente da Fundação BIOS.

Já publicou “La Guera Civil en Aroche” (1998), “La Romeria de San Mames a través de la fotografía” (1998), “Iglesia Prioral de Sta Maria en Aroche” (2011), “La Mesta y la Devocion a San Mames en Aroche” (2018), “La presencia de Arias Montano en la Sierra de Aracena” (2018), “Semana Santa en Aroche” (2019).

Actualmente trabalha na publicação “Esclavitud en la Sierra Onubense. Siglos XVI- XVIII”.

Dimensões (C x L x A) 16 × 23 cm

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