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Clube Recreativo Penichense – 125 Anos de Vida

O preço original era: 20,00 €.O preço atual é: 18,00 €.

Em 2017, quando as palmeiras que adornavam os jardins de Peniche e rodeavam o Clube adoeceram, Luís de Almeida quis de algum modo per- petuar o cenário que se iria perder sem remédio. Assim, pediu ao seu amigo Carlos Tiago que fotografasse o sítio e, a partir destes registos, encomendou ao jovem arquitecto e pintor Carlos Vala uma obra pictórica que fixasse aquela imagem para a posteridade.

Concebido num estilo que faz lembrar o híper-realismo, ao quadro interpretativo foi dado o título de A última palmeira. O nível de precisão, detalhe e fidelidade foi acentuado pelas tonalidades cromáticas que a criatividade do artista impôs à sua visão, simplificando e reduzindo as texturas, as luzes, as sombras e até as figuras humanas a uma essência que transforma a própria realidade numa espécie de alta resolução fotográfica. Luís de Almeida, conjuntamente com outros associados, assumiu depois a aquisição do quadro que ficou sendo propriedade do Clube.

Agora, foi entendido pelo grupo de trabalho que a interpretação pictórica de Carlos Vala constituiria uma adequada e sugestiva capa desta obra, o que se concretiza pela pronta disponibilidade do autor, a quem se manifesta gratidão pela “cumplicidade” que valoriza o livro.

***

Assim completou e esclareceu Fernando Engenheiro (Pequena História do nascimento do Clube Recreativo Penichense, 1901) o episódio que Mariano Calado relatara (Peniche na História e na Lenda, 3.a Ed.,1984). Data fundadora do Clube Recreativo Penichense, o dia 19 de Maio foi desde então considerado como efeméride festiva e marcante, salvo em raras excepções. Porém, a alusão histórica ao episódio atrás recordado pressupõe a existência duma outra colectividade. Sabe-se hoje que esta – a Sociedade – terá as suas raízes cerca de cinco décadas antes da “fundação” do Clube. Por outro lado, o Clube Recreativo Penichense nasce estreitamente ligado a um edifício, a Sede. José Régio, um dos mais geniais literatos do nosso século XX, imortalizou uma legenda destinada à bela tapeçaria onde Portalegre foi homenageada: “A Alma do Homem é que dá Corpo à Cidade”. Parafraseando-o, bem se pode agora afirmar: “A Alma do Sócio é que dá Corpo ao Clube”.

REF: 9789895666195 Categorias: ,

Coordenador da obra: António Miguel Martinó de Azevedo Coutinho

António Miguel Martinó de Azevedo Coutinho, Luís Filipe Purificação Santos, Alberto Jorge Gonçalves do Amaral Domingos, Emídio Manuel Tavares Barradas, Carlos Jorge Gonçalves do Amaral Domingos e Américo de Araújo Gonçalves.
Uma equipa. Um assumido projecto (talvez um sonho!): viver o presente, projectando o passado no futuro. Um ano de trabalho: pesquisar, interrogar, consultar, teimar, recuar, recolher, organizar, compor, rever, emendar, sugerir, acrescentar, cortar, produzir. Juntar palavras e imagens; dar-lhes sentido. Ouvir incentivos, receber contributos, acolher indiferenças, sofrer decepções. Sentir entusiasmo, ter dúvidas, prosseguir apesar de tudo. Evocar mais de um século, escutar os ecos de uma terra, de uma comunidade, de uma associação. Ouvir a voz de gerações. Transformar em realidade o sonho inicial. A continuar (quem o sabe?) numa próxima aventura…

Peso 0,950 kg
Dimensões (C x L x A) 1,8 × 23,5 × 22,5 cm

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