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Arronches com Vida – Memórias e Afetos

O preço original era: 12,00 €.O preço atual é: 10,80 €.

O presente trabalho pretende trazer ao conhecimento dos mais jovens as memórias de quem viveu e cresceu em Arronches numa época em que os tempos de lazer eram diminutos e os espaços de socialização eram escassos e marcados por um férreo controlo social.

Falar de espaços de convívio e lazer num tempo em que as mulheres estavam circunscritas ao lar e às tarefas domésticas é falar nos espaços é falar nos espaços e momentos de convívios dos homens e dos rapazes.
Tabernas, cafés e colectividades recreativas e culturais eram os espaços de convívio, fora do ambiente laboral, existentes no concelho.

A taberna era, à época o principal local de socialização dos habitantes (homens) do concelho.
Era na taberna, entre um copo, quantas vezes fiado, dois dedos de conversa e uma partida de cartas que se escondia o desespero pelo trabalho que faltava e a preocupação pelos salários de miséria, mas também era ali que se esgrimiam fanfarronices e orgulhos, se celebravam as pequenas vitórias e os momentos menos maus de um viver que era tudo menos fácil.

Era também ali que se aguardava que os capatazes e manajeiros dos lavradores os procurassem para se integrarem nos trabalhos da lavoura.

***

Nascido e criado numa família de barbeiros, cozinheiros e mestres artesãos, Diogo cresceu entre a escola e o trabalho, que logo após os 11 anos teve que abraçar.
Por força das circunstâncias, passou a estudar no regime nocturno e começou a trabalhar com o pai, Mestre Alexandre Mendes Serra, carpinteiro de profissão mas nunca deixou de estudar.

E é talvez, pelo facto de ter vivido entre estas duas realidades que pôde ser narrador e personagem do pedaço de história que nos apresenta.
O autor através da identificação e caracterização dos espaços de convívio local, propõe uma viagem aos anos 60/70 do século passado e a análise das várias dimensões da comunidade. Com a descrição dos locais gastronómicos: cafés, tascas e estalagens remete-nos para a forma como estava estratificada a sociedade, com os devidos protagonistas, o camponês e o lavrador; o funcionário público e a pequena burguesia urbana.

[MARIA MARGARIDA SERRA]

Autor: Diogo Júlio Cleto Serra nasceu em Arronches, Alto Alentejo, em 1953. É Gestor de Projetos e Consultor Cultural e Turístico. Licenciado em Animação Educativa e Sociocultural, especializou-se em Animação Turística e desenvolve estudos em Património Cultural Imaterial. É Vogal da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo (suplente), do Comité de Acompanhamento do “Alentejo 2020” e do Conselho Regional do Alentejo do IEFP. Coordenou a União dos Sindicatos do Norte Alentejano até 2012 e integrou a Direção Nacional da CGTP-Intersindical Nacional até 2015. É vice-Presidente da Cooperativa Operária Portalegrense e Presidente do Grémio Transtagano, duas associações centenárias sedeadas em Portalegre. Colabora regularmente em vários órgãos de comunicação social.

Peso 0,260 kg
Dimensões (C x L x A) 1,4 × 16 × 23 cm

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